Ana Maria Braga estava em Nova York com o marido, Fábio Arruda, quando se deparou com uma cotação de Uber entre US$ 160 e US$ 170 para chegar à Ponte do Brooklyn, algo em torno de R$ 880 na cotação atual. A apresentadora, que comanda o “Mais Você” há décadas e construiu um patrimônio considerável na Globo, achou caro. Achou. Caro. O Uber.
O casal então embarcou pela primeira vez na vida no metrô nova-iorquino, experiência que Ana Maria fez questão de documentar nas redes sociais com aquela energia de quem descobriu fogo. “Estamos andando que nem minhoca debaixo da terra”, disse ela, com o bom humor que é marca registrada, enquanto a sinalização do metrô fazia exatamente o que faz com qualquer turista desavisado: os mandou na direção errada. Ela embarcou no sentido contrário, percebeu, pediu ajuda a moradores locais, refez o trajeto e chegou ao destino.
O vídeo no Instagram virou fenômeno instantâneo. Com 15 milhões de seguidores e quase 65 mil curtidas só na publicação do metrô, Ana Maria transformou o perrengue em conteúdo de ouro, porque ela tem esse dom raro de parecer humana sem perder um grama de carisma. O comentário dela no post, “não posso dizer que deu tudo errado, mas também não posso dizer que deu tudo certo”, já roda em grupos de WhatsApp de Norte a Sul do Brasil como frase de sabedoria zen de calçadão de Ipanema.
Eu estava jantando no Don Julio, em Palermo, quando minha fonte me mandou o vídeo com a legenda “ela tá perdida no metrô igual a gente na vida”. Ri tanto que o sommelier veio perguntar se estava tudo bem com o vinho.
A verdade é que Ana Maria Braga fez em dez minutos de metrô o que assessoria de imprensa nenhuma consegue comprar: pareceu gente. Recusou o Uber caro, se perdeu, pediu ajuda, riu de si mesma e ainda gerou pauta. Com 77 anos, ela deu uma aula de gestão de imagem sem contratar uma agência. Mão-de-vaca nunca foi tão bem administrada.
Assista o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DZN4JRYhjVu/