Gabriella Wilde, conhecida por trabalhos em produções como Mulher-Maravilha 1984 e Doctor Who, passou a atuar como doula da morte, oferecendo suporte emocional a pessoas em fase terminal e a suas famílias. A atriz contou que a mudança começou durante uma formação em psicoterapia.
Eu chegava ao Barrio de las Letras com as amigas, diante da porta do Casa Alberto, quando li isso e fiquei em silêncio por um instante. Porque abandonar um pouco o brilho de Hollywood para encarar o assunto que todo mundo evita já é uma escolha que pede coragem de sobra.
Gabriella explicou que passou a se interessar pela relação das pessoas com o luto e a própria mortalidade. “Logo percebi o quão pouco falamos sobre esse assunto”, afirmou em entrevista ao programa The Morning.

Eu esperei as amigas se acomodarem à mesa e pensei que ela acertou em cheio. A morte é a única certeza da vida, mas continua sendo tratada como uma visita inconveniente, daquelas que ninguém quer receber, mencionar ou aprender a atravessar.
A função de uma doula da morte não substitui médicos, enfermeiros ou cuidados paliativos. O trabalho é voltado ao acolhimento, à escuta e ao apoio emocional de quem está no fim da vida e de seus familiares, ajudando a tornar esse processo menos solitário.
Gabriella disse que, no começo, sentiu uma espécie de síndrome do impostor. Depois, entendeu que boa parte de seu trabalho era simplesmente estar presente. “Pode ser algo tão simples quanto segurar a mão de alguém para que essa pessoa não se sinta sozinha”, declarou.

Eu fiquei com essa frase na cabeça enquanto o almoço chegava. Num mundo em que todo mundo quer parecer indispensável, ela descobriu que, diante da dor, presença calma e gentileza podem ser mais poderosas do que qualquer discurso pronto.
A atriz afirmou que a experiência também mudou a forma como ela vê a própria vida. Para Gabriella, lidar de perto com a morte transformou sua compreensão sobre luto, finitude e o jeito de viver cada dia.
Eu deixo meu respeito para essa escolha. Hollywood pode esperar; oferecer companhia a quem atravessa um momento tão delicado é uma missão imensa. E Gabriella Wilde decidiu colocar a mão onde muita gente só consegue desviar os olhos.