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Kátia Flávia
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2 de junho: Dia Mundial da Conscientização dos Transtornos Alimentares alerta para doenças que afetam milhões de pessoas

Kátia Flávia

02/06/2026 16h00

Transtornos Alimentares, Saúde Mental, Nutrologia, Dr Felipe Gazoni, Conscientização Saúde

Transtornos Alimentares, Saúde Mental, Nutrologia, Dr Felipe Gazoni, Conscientização Saúde

O dia 2 de junho marca o Dia Mundial da Conscientização dos Transtornos Alimentares, uma data dedicada a ampliar o debate sobre doenças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo e que, muitas vezes, permanecem silenciosas dentro das famílias, escolas e ambientes de trabalho. Muito além de uma preocupação estética, os transtornos alimentares são condições psicossomáticas graves, capazes de comprometer a saúde física, emocional e social dos pacientes.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 70 milhões de pessoas convivem atualmente com algum transtorno alimentar no mundo. No Brasil, dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) apontam crescimento significativo dos casos nos últimos anos, especialmente entre adolescentes e mulheres jovens, embora o problema também afete homens, crianças e adultos.

Entre os transtornos alimentares mais conhecidos estão a anorexia nervosa, caracterizada pela restrição extrema da alimentação e pela distorção da imagem corporal; a bulimia nervosa, marcada por episódios de compulsão alimentar seguidos por comportamentos compensatórios; e o transtorno da compulsão alimentar periódica, associado à ingestão exagerada de alimentos acompanhada por culpa, sofrimento emocional e perda de controle.

Para o médico nutrólogo Dr. Felipe Gazoni, um dos principais desafios ainda é combater a banalização do tema.

“Transtorno alimentar não é vaidade ou falta de força de vontade. Estamos falando de doenças sérias, que envolvem fatores emocionais, psicológicos e biológicos”, afirma o especialista.

Segundo o médico, mudanças bruscas de peso, preocupação excessiva com calorias, culpa após as refeições, episódios de compulsão alimentar e distorção da autoimagem estão entre os principais sinais de alerta que merecem atenção.

Além dos impactos emocionais, os transtornos alimentares podem provocar consequências graves para a saúde física, incluindo desnutrição, alterações hormonais, problemas cardiovasculares, perda de massa muscular, ansiedade, depressão e aumento do risco de suicídio.

O tratamento deve ser individualizado e conduzido por uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, psiquiatras e nutricionistas. De acordo com Dr. Felipe Gazoni, quanto mais precoce for a identificação do problema, maiores são as chances de recuperação e de restabelecimento da qualidade de vida.

“O acolhimento da família, o diagnóstico precoce e o suporte profissional fazem toda a diferença no tratamento e na recuperação desses pacientes”, finaliza.

Ao longo dos últimos anos, especialistas têm reforçado a importância da informação e da conscientização para reduzir estigmas e incentivar a busca por ajuda. Reconhecer os sinais precocemente pode ser determinante para evitar complicações e oferecer ao paciente a oportunidade de uma recuperação mais efetiva.

Sobre o Dr. Felipe Gazoni

O Dr. Felipe Gazoni é médico nutrólogo com experiência hospitalar entre 2015 e 2020 nas áreas de urgência e emergência adulto e pediátrica. Possui pós-graduação pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), especialização em Ciência da Obesidade e Sarcopenia, além de diversas extensões e capacitações em obesidade, síndrome metabólica, reposição hormonal masculina e feminina, implantes bioabsorvíveis e protocolos avançados de emagrecimento.

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