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Celebridades

Morre a atriz Clodd Dias, de ‘Manhãs de Setembro’

A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP)

Aline Teixeira

07/08/2026 12h55

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Foto: Reprodução/FolhaPress

A atriz Clodd Dias, conhecida por trabalhos nas séries As Five, do Globoplay, e Manhãs de Setembro, do Prime Video, morreu aos 49 anos. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP), que prestou uma homenagem à artista nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada pela família.

Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd construiu uma carreira dedicada às artes cênicas, atuando no teatro, no audiovisual e também como cantora, poetisa, escritora, narradora e dubladora. Ao longo da trajetória, tornou-se uma referência na busca por mais espaço e representatividade para artistas negros e pessoas trans na cultura brasileira.

Formada pela Escola Célia Helena e em Teatro Licenciatura pelo Centro Universitário Ítalo Brasileiro, Clodd iniciou sua relação com os palcos ainda na adolescência. Aos 14 anos, entrou para o grupo de teatro Grupo Théspis, onde participou de sua primeira montagem. Mais tarde, aos 21 anos, deixou a faculdade de Direito para seguir o caminho artístico em São Paulo.

No teatro, participou de espetáculos como Entrega para Jezebel, Mãe de Santo, A Mulher que Digita, Esperando Godot e Negrinha. Também integrou grupos importantes da cena paulistana, como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste.

No audiovisual, além de As Five e Manhãs de Setembro, Clodd esteve em produções como Notícias Populares, Ayô, Rodeio Rock (2023), O Clube das Mulheres de Negócios (2024) e A Melhor Mãe do Mundo (2025). A atriz também deixou um trabalho inédito na série Tarã, produção protagonizada por Xuxa e Angélica, na qual interpreta a guerreira Amina.

Homenagens

Após a notícia da morte, artistas e colegas de profissão usaram as redes sociais para lamentar a perda. A atriz Mel Lisboa, que trabalhou com Clodd na peça Luz Negra, publicou uma mensagem de despedida: “Imensa tristeza. Descanse em paz.”

O ator Luis Miranda também se manifestou sobre a partida da artista. “Que tristeza”, escreveu.

O diretor teatral Ruy Cortez também prestou homenagem e destacou a importância de Clodd para a cultura brasileira. “Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias, mais uma mulher trans preta que nos deixa, mais uma atriz, uma artista brasileira que foi sendo morta pela tristeza de um país que não valoriza seus artistas”, declarou.

Em nota, o Sated-SP ressaltou o legado deixado pela atriz: “Mulher trans negra, Clodd é e representa uma falange fundamental na luta por representatividade e pioneirismo LGBTQIAPN+ nas artes cênicas”.

O velório e o sepultamento da artista acontecem nesta sexta-feira, 7, no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo. Clodd Dias deixa uma trajetória marcada pela resistência, pela arte e pela ampliação de vozes historicamente pouco representadas no audiovisual brasileiro.

Estadão Conteúdo

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