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Cinema

2ª edição da Mostra de Filmes de Arquitetura acontece em Brasília

O evento acontecerá de 8 a 12 de outubro no Setor Comercial Sul

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Com o tema “Memórias em Construção”, o evento acontecerá de 8 a 12 de outubro de 2019 no Setor Comercial Sul, no Cine Drive-in (onde ocorrerá a abertura), e nos Institutos Federais do Recanto das Emas e Samambaia. Além da exibição de filmes, serão realizados painéis temáticos, palestras com pesquisadores brasileiros e estrangeiros, e intervenção artística em espaço público, tudo com entrada franca.

Dos mais de 500 filmes inscritos, de 55 países sendo quase 100 nacionais, ficou a cargo da curadoria a escolha dos 57 longas e curtas-metragens (lista abaixo) a serem exibidos. “A quantidade e a qualidade surpreenderam os curadores e demonstram o interesse nessa interface entre arquitetura e cinema”, aponta Liz Sandoval, diretora artística da mostra.

Serão apresentados, entre convidados e selecionados, documentários, ficções e experimentais que tratam da vida nas cidades em suas diferentes escalas e complexidades. Os selecionados participarão de sessões com caráter competitivo e os vencedores serão anunciados no encerramento.

À pauta do Cinema Urbana, estará o debate sobre valorização da memória na construção de uma identidade coletiva e que estimule a preservação do patrimônio [arquitetônico e cultural] e da cidadania. Com isso, e após análise do material recebido, a organização chegou a quatro painéis temáticos de debates, sendo: Esquecimentos e afloramentos das ruínas nas cidadesIm/Ex-pressões do corpo urbanoMemórias que se constroem para lembrar ou para exibir; e Deslocamento e pertencimento, no vazio ou no caos.

Concomitante aos debates, acontecem apresentações de 25 trabalhos, entre acadêmicos e projetos de arquitetura, dos mais de 50 submetidos à seleção de um comité científico formado por professores-pesquisadores da UnB, UFRJ, UFRB e da FAUP (Universidade do Porto, em Portugal). A intenção é “ampliar o acesso ao saber arquitetônico e urbanístico, usualmente tão restrito às salas de aulas”, explica Liz.

A escolha do Setor Comercial Sul, como área para a realização das principais atividades da programação, além de emprestar ao projeto uma identidade singular, “se deu por potencializar a reflexão sobre a cidade, ao possibilitar diferentes propostas e vivências da urbanidade brasiliense”, ressalta Liz. O Museu Correios, a Casa de Cultura da América Latina (CAL/UnB) e a Galeria Principal do Setor Comercial Sul são os espaços a serem ocupados.

A seleção dos filmes do Cinema Urbana 2019 será oficialmente anunciada em evento organizado pelo projeto em parceria com o Instituto Federal de Brasília e o Museu Vivo da Memória Candanga dia 16 de agosto, sexta-feira, quando se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico. Com o nome “Brasília Patrimônio Vivo”, o evento acontece no Museu Vivo da Memória Candanga, das 8h às 12h, estando marcada para às 11h a exibição dos filmes “Brasília Ano 10”, de Geraldo Sobral Rocha, e “O homem que não cabia em Brasília”, de Gustavo Menezes, coroando o lançamento do Cinema Urbana.

O cinema nasceu junto com Brasília, que foi filmada desde antes de sua inauguração. Nomes importantes do cinema nacional conviveram com importantes nomes das artes e da arquitetura: a cidade tem um curso de cinema pioneiro, e as mudanças que aconteceram na capital foram e continuam sendo documentadas pelos numerosos realizadores. Em mostras e Festivais, é possível acompanhar a produção local e verificar a pluralidade de paisagens que traduz a diversidade do território, na questão das paisagens periféricas, culturais, afetivas, que registram Brasília além do Plano Piloto e de sua arquitetura.


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