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“Vou votar armado”, diz candidato do PSB em Pirenópolis após alegar ameaças

Segundo concorrentes, carros de som circularam pela cidade, além de haver, de acordo com as acusações, distribuição de dinheiro em troca de votos

Olavo David Neto

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O ex-prefeito Nivaldo Melo (PP) é acusado de crime eleitoral em Pirenópolis no decorrer da votação neste domingo (15). Inelegível por oito anos, ele conseguiu inserir sua candidatura nas urnas e faz campanha pelo voto nulo, já que escolhas à sua candidatura serão invalidadas na contagem dos votos. De acordo com concorrentes do progressista, carros de som circularam pela cidade, além de haver, segundo as acusações, distribuição de dinheiro em troca de votos. Nivaldo não atendeu às ligações ou retornou as mensagens da reportagem.

Ennio Bastos, candidato pelo PSB, é agudo nas críticas. “Ele é um psicopata”, acusa. “Mandou um grupo para ficar se drogando e tocando músicas da campanha dele em frente à minha casa”, diz o concorrente. Segundo ele, a Polícia Militar foi chamada em três oportunidades, mas a situação só foi resolvida quando acionou o Corpo de Bombeiros. “Gostaria até de cumprimentar a corporação pela ajuda. O Nivaldo quer tumultuar a eleição, está comprando votos”, ataca Bastos.

O comunicação do 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (CIBM) goiano, de Pirenópolis, nega a informação. “Não houve isso, eu estava de plantão na noite de ontem”, declarou um encarregado, que pediu para não ser identificado. Bastos rebateu dizendo que a ligação foi feita diretamente ao comando do destacamento, por isso não há registro operacional. “Eu tenho o contato do comandante, eles compareceram a uma UBS [Unidade Básica de Saúde] em frente à minha casa e dispersaram os desordeiros”, assegura o pessebista. Ennio ainda não votou, “pois a fila estava grande e não queria fazer uso da minha prerrogativa de preferencial”.

Assim, restam pouco menos de duas horas para garantir o voto em si próprio e em candidatos à Câmara Municipal de sua preferência. Segundo ele, há grande preocupação com a segurança. “Eu tenho porte de arma, não usei por respeito ao processo eleitoral. Mesmo assim, vou votar armado e acompanhado”, finaliza o concorrente.

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Candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Alexandre Pompeu de Pina garante “ter ouvido falar”, mas não teceu comentários sobre a possível presença de Nivaldo na cabeça das ações. “A gente só deve falar o que sabe, não o que ouviu. Comigo, não aconteceu. Eu quero focar em propostas. Espero que não dê a bagunça que parece que vai acontecer”, diz o pleiteante ao Executivo municipal, referindo-se a processos judiciais em torno das Eleições.

Sob condição de anonimato, um funcionário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) goiano lotado em Pirenópolis comentou ao Jornal de Brasília que a Corte só trabalha com denúncias oficiais, vindas da Polícia Militar, por exemplo. “Até o momento, não recebemos nada.




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