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Cidades

MP apura fraude em compra de leitos e faz buscas na casa de Agnelo Queiroz

Ex-governador é acusado de receber R$ 460 mil em propina em 2014. Durante as buscas, agentes encontraram uma arma de fogo sem registro

Willian Matos

Publicado

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apura supostas fraudes na compra de leitos hospitalares na gestão do ex-governador Agnelo Queiroz. Agentes fazem buscas na casa de Agnelo na manhã desta quinta-feira (23).

O ex-secretário de Saúde da gestão Agnelo, Rafael Barbosa, também é investigado. De acordo com informações preliminares, empresários teriam pago propina de 10% do valor das compras dos leitos para representantes de Agnelo e Rafael.

Os leitos custaram R$ 4,6 milhões. Agnelo e Rafael, então, teriam recebido R$ 462 mil em propina. O crime teria acontecido em 2014.

A vantagem indevida teria sido paga por meio de um contrato fictício de publicidade e marketing. Este acordo foi firmado entre a empresa que pretendia vender os leitos à Secretaria de Saúde do DF e o Instituto Brasília Para o Bem-Estar do Servidor (Ibesp).

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Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPDFT) coordena a ação, batizada de Alto Escalão.

Durante a ação, Agnelo acabou sendo conduzido à carceragem da Polícia Civil (PCDF) porque os agentes encontraram na casa dele uma arma de fogo sem registro.

Valores encontrados durante as buscas. Foto: PCDF/Divulgação

Operação Checkout

A operação desta quinta (23) é um desdobramento da operação Checkout. A primeira fase foi deflagrada em junho de 2018 e cumpriu 16 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

À época, o Ministério Público do DF investigou servidores da SES/DF e funcionários de empresas privadas envolvidos em fraude à licitação e corrupção na compra de macas, leitos de hospitais e outros tipos de mobiliários para unidades da rede pública.

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A segunda e a terceira fase foram deflagradas respectivamente em fevereiro e março de 2019. Foram cumpridas diligências no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), no Guará e na cidade de São Caetano do Sul/SP, numa empresa de turismo. Houve uma prisão em Brasília.




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