Siga o Jornal de Brasília

Cidades

Menina que presenciou morte de Rhuan vai morar com o pai

Garota começará vida nova em Rio Branco, no Acre, longe da cena do crime bárbaro

Willian Matos
[email protected]

Procurada pelo pai há cinco anos e encontrada por conta do crime bárbaro ao menino Rhuan, a menina de oito anos que viu toda a morte do garoto vai morar com a família paterna em Rio Branco, no Acre. Após dias de trabalho psicológico e de assistência social com profissionais, ela concordou em se mudar do DF. Agora, a garota começará uma vida nova.

Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, 28, havia fugido com a filha há cinco anos. De lá para cá, perambulou por vários estados até chegar ao DF. Neste tempo, a criança viveu com a mãe e com a companheira dela, Rosana Auri da Silva Candido, 27, mãe do menino Rhuan Maycon da Silva Castro, 9.

Ela presenciou todo o crime das mulheres a Rhuan e chegou a desenhar à Polícia o corpo dele ensanguentado, o que auxiliou nas investigações da 26ª DP (Samambaia Norte). Policiais desconfiam de que ela poderia ser a próxima vítima de Rosana e Kacyla.

A garota já deixou o DF — embarcou para Rio Branco-AC no sábado (15). Lá, ela vai viver com o pai, o agente penitenciário Rodrigo Oliveira, e a madrasta. Rodrigo encontrou a filha um dia após o crime bárbaro. Desde então, tem feito passeios com a criança, que estava em um abrigo na Ceilândia recebendo amparos. No Acre, ela não deixará de receber assistência psicológica.

O caso

A morte de Rhuan chocou os brasilienses. Na noite do dia 31 de maio, Rosana Auri esfaqueou o próprio filho 12 vezes, o esquartejou, retirou a pele do rosto e tentou assá-lo em uma churrasqueira. A companheira, Kacyla Priscila Pessoa, ajudou no crime. Rosana havia comprado a faca e um martelo, que seria usado para triturar os ossos do garoto, horas antes.

Após o esquartejamento, despejaram os pedaços de Rhuan em mochilas e tentaram deixar em bueiros de Samambaia Norte. A Polícia Militar do DF (PMDF) recebeu a ocorrência e foi até a casa das duas, onde puderam constatar o crime.

Elas já estão presas e poderão pegar até 57 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe, tortura, lesão corporal gravíssima, fraude processual e ocultação de cadáver.

Você pode gostar
Publicidade