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HMIB sofre com falta de equipamentos de proteção

Em informações repassadas ao Jornal de Brasília, um funcionário informou que uma solicitação foi feita pelo sistema eletrônico de urgência

Vítor Mendonça

Publicado

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Profissionais de saúde do Hospital Materno de Brasília (HMIB) denunciam que estão trabalhando sem o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual por parte da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). Em informações repassadas ao Jornal de Brasília, um funcionário informou que a solicitação foi feita pelo sistema eletrônico de urgência – Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (PDPAS) – há pelo menos duas semanas.

“Pedimos, mas ainda não recebemos esses equipamentos. Cada um de nós tem tentado providenciar a própria viseira [“shield faces”], máscara n95 e capote [espécie de avental de proteção]. Estamos pedindo doações também. Temos cerca de 250 pessoas no setor de neonatal que estão tendo que se virar com os próprios recursos”, afirmou a fonte, que pediu para ser resguardada.

“Ouvimos comentários no plantão de que estamos fazendo alarde, exagerando, mas temos o contato com pais e visitas nas UTIs Neonatais do hospital para verem os recém-nascidos, então nós estamos expostos o tempo todo”, continuou. Até o momento, há luvas e álcool em gel para higienização.

Por meio da SES/DF, a direção do HMIB informou ao JBr que “até o fim da semana, todas as áreas já estarão contempladas com os equipamentos de EPI necessários.” A pasta confirmou a compra realizada pelo Programa de Descentralização Progressiva das Ações de Saúde (PDPAS).

A Secretaria informou ainda que o remanejamento dos EPI’s está sendo feito para que haja uma melhor distribuição dos recursos nas outras unidades de saúde da capital federal. De acordo com a pasta, foi feito um estudo de consumo de cada unidade de saúde e, como conclusão, a pasta decidiu por fazer uma projeção de usos em uma perspectiva semanal, diferentemente da anterior, projetada para 30 dias. O levantamento feito indicou que os materiais estavam acima do necessário em alguns hospitais.

Apesar de não admitir formalmente, a pasta pode estar diante de uma escassez dos equipamentos uma vez que, em matéria divulgada na última segunda-feira (23), “o fornecedor de máscaras do DF não está conseguindo produzir para atender os pedidos” da Secretaria, conforme explica a subsecretária de Logística da Secretaria de Saúde, Mariana Rodrigues.

“Neste momento temos dois pedidos em atraso com ele e não podemos negligenciar no abastecimento à rede. Nós combinamos que a medida que ele for produzindo ele vai entregando, por exemplo, de três em três mil ou de 10 em 10 mil, de acordo com a sua capacidade de produção”, afirmou a subsecretária.


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