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Cidades

Falso Negativo: os bastidores da operação

Nas primeiras 24 horas à frente da Secretaria de Saúde novamente, Osnei Okumoto tem dado prosseguimento ao trabalho desempenhado por Francisco Araújo

Catarina Lima

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Na diligência que resultou na prisão do Secretário de Saúde do Distrito Federal, Francisco Araújo Filho, e de outros membros da pasta, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), apreendeu na casa do ex-secretário, documentos em um envelope pardo com a inscrição Novacap, pen-drive, agendas, telefone celular e documentos diversos com inscrição Iges-DF no envelope.

O bloqueio judicial das contas dos presos e de mais três envolvidos foi decretado às 10 horas da manhã de terça-feira, três horas após a realização das detenções. Embora o próprio governador do Distrito Federal tenha considerado exagero decretar a prisão da cúpula da Secretaria de Saúde do DF, o desembargador Humberto Ulhôa, que autorizou as detenções, é considerado por muitos parlamentares e autoridades do DF como um magistrado equilibrado e justo.

Nas primeiras 24 horas à frente da Secretaria de Saúde novamente, Osnei Okumoto tem dado prosseguimento ao trabalho desempenhado por Francisco Araújo, sem nenhuma mudança aparente. De acordo com a assessoria do órgão, tudo segue normalmente na SES. Já segundo a ação que culminou na prisão da cúpula da saúde, na compra dos testes rápidos da empresa Luna Park – Importação e Exportação, foram gastos R$ 16 milhões, com o valor de R$ 180,00 a unidade. Na página da Secretaria na Internet, no entanto, aparece o gasto de R$ 3,6 milhões na aquisição dos testes.

Leia mais: Veja na íntegra o processo da operação que prendeu o Secretário de Saúde do DF

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Dados da Secretaria de Saúde do DF informam que já foram realizados 477.716 testes na população do Distrito Federal. Destes, 402.619 foram do tipo rápido e 75.097, PCR. De acordo com a Sala de Situação, também da Secretaria de Saúde, existem hoje em estoque 297.957 testes rápidos, de três diferentes tipos.

Enquanto as investigações prosseguem os parlamentares decidem se haverá ou não Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os atos da Secretaria de Saúde. O deputado Leandro Grass (REDE) iniciou a coleta de assinaturas para criar a comissão no dia 06 de julho, enquanto acontecia a primeira fase da Operação Falso Negativo. Naquele data foram colhidas oito assinaturas. Hoje o requerimento tem 12 assinaturas. O deputado Chico Vigilante (PT), do bloco de oposição, não aposta um palpite quanto a conseguir a assinatura que falta. “Espero que se consiga as 13 assinaturas, mas pode não ser fácil,” disse o parlamentar.




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