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Escola da Ceilândia concorre a premiação

Instituições foram escolhidas dentre as mais de 8 mil inscritas na edição 2020

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Mayra Dias
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Receber o reconhecimento do seu trabalho é o que incentiva Mariangela Rolim de Oliveira a buscar, cada vez mais, a melhoria do trabalho feito na escola que dirige, em Ceilândia. “Ficamos mais motivados em melhorar o desempenho da escola e da equipe gestora”, conta a diretora, com satisfação, se referindo ao Prêmio Gestão Escolar 2020 (PGE).

Com propostas inovadoras de como driblar a pandemia na área da educação, a Escola Classe 15 é uma das 5 finalistas concorrendo ao prêmio nacional. As escolas foram escolhidas dentre as mais de 8 mil inscritas na edição 2020 da premiação, que é promovida pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação a Ciência e a Cultura (OEI).

Na edição deste ano, os gestores de escolas públicas escreveram suas experiências e a soluções aplicadas durante o período da pandemia. Dentre todas as medidas tomadas pela escola situada na Ceilândia, Mariangela Oliveira destaca como diferencial da sua gestão, a baixa evasão escolar advinda das soluções propostas pelo colégio. “A quantidade de alunos que estão no ensino remoto corresponde a 96% da instituição. Assim que foi decretado o fechamento das escolas nós formamos grupos com os pais e começamos a produzir material. Não deixamos os alunos perderem o ritmo de estudo nem perdemos a comunicação com a família. A escola nunca parou”, ressalta a diretora, que relembra ter 21 grupos no celular, um para cada turma.

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Como estratégias usadas, além da criação dos grupos, Mariangela cita ações como a manutenção da rotina das crianças através das vídeo aulas diárias e em período integral (seguindo a dinâmica presencial) e a práticas das oficinas, que eram praticadas no ambiente escolar, em casa, junto com a família. “Nós conseguimos levar pro virtual muitas oficinas práticas que a gente tinha na escola. A horta é um exemplo. Os meninos estão plantando em casa”, elucida a diretora. “Toda semana também eles têm as aulas de educação física, e eles dão a devolutiva com vídeos, o que é muito legal porque toda a família participa da aula”, completou Mariangela.

A representante ressalta ainda que, mesmo em um cenário de pandemia, a instituição ajudou as famílias dos alunos com cestas básicas e não deixou de atender os estudantes com necessidades especiais. “Temos alunos com deficiência auditiva, e para atendê-los usamos a internet e também o atendimento presencial, onde eles vêm para a escola, um por vez, uma vez na semana, trabalhar com a professora a linguagem de sinais”, ressalta Mariangela.

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Novidade da edição

A novidade desta edição foi sugerida pela OEI. Nas edições anteriores, a escola sempre foi representada apenas na pessoa do diretor, entretanto, esse ano, serão contemplados os esforços de toda equipe escolar, que, na inscrição é representada por seis integrantes. São eles, o gestor, um coordenador pedagógico e quatro professores, um por área do conhecimento, preferencialmente.

Além de reconhecer as práticas que deram continuidade à aprendizagem dos estudantes, o PGE deste ano buscou reconhecer e valorizar escolas públicas que se destacam pela gestão competente, participativa e colaborativa mesmo com as dificuldades impostas pela crise sanitária causada pelo Coronavírus. “Procuramos a valorização de um trabalho conjunto para superar as dificuldades do momento em que nos encontramos”, aponta o diretor da representação da OEI no Brasil, Raphael Callou.

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De acordo com Raphael, essa edição foi uma forma de provar que há sim formas de garantir uma educação efetiva mesmo em tempos de crise. “Os relatos enviados na inscrição do Prêmio comprovaram várias formas de driblar o distanciamento e manter o ensino para os alunos e motivar os professores e toda a equipe diretiva no propósito de uma educação de qualidade para todos”, afirmou. “As escolas se reinventaram e obtiveram êxito na busca ativa para manter o ensino para todos os alunos”, completou o diretor.

Campeã receberá R$ 30 mil

Realizado desde 1998, o Prêmio Gestão Escolar já recebeu cerca de 50 mil inscrições ao longo de suas edições e mais de oito milhões de estudantes foram beneficiados com os projetos. Mariangela Oliveira conta, que para a Escola Classe 15, esta já é a 4ª edição. “É minha primeira vez como diretora. Nas outras três edições eu estava como vice-diretora e supervisora. Em 2016 nós ficamos em 2º lugar, e de lá pra cá se tornou nosso objetivo ganhar esse prêmio”, contou. A diretora explica que, a iniciativa de se inscrever nos últimos anos vem da vontade de melhorar, cada vez mais, o trabalho que já é realizado no local. “Na área da educação, poucos são os concursos e as premiações à disposição. Isso é muito positivo para o desenvolvimento do nosso trabalho aqui. Quando você escreve esse prêmio você aprende muita coisa que ajuda a melhorar seu trabalho”, ressalta a diretora da escola.

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Premiação

As cinco escolas finalistas, que representam as regiões do país, receberão o prêmio de R$ 10 mil, além dos cursos de especialização da Univesp para a equipe escolar, e computadores e tablets oferecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco). Já a campeã receberá, além dos equipamentos e das bolsas, o prêmio em dinheiro de R$ 30 mil. “Essa remuneração é muito importante pra gente pois a escola precisa muito de melhorias na infraestrutura e aquisição de material”, afirma Mariangela.

Na final, além da escola de Ceilândia, estão a Escola Estadual Professora Maria de Menezes Guimarães, do município de Itacuruba (PE), representando o Nordeste; a Escola Municipal Dr. Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, de Manaus (AM), representando a Região Norte; a Escola Orlando Maurício Zambotto, do município de Jarinu (SP), representando o Sudeste; e o Colégio Estadual do Patrimônio Regina, de Londrina (PR), representando a Região Sul.

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A cerimônia virtual de encerramento do prêmio será transmitida ao vivo, hoje, a partir das 16h30, pela TV Escola. Os interessados podem acompanhar por meio do canal no Youtube da TV Escola ou pela própria emissora via parabólica ou nos canais de TVs por assinatura.

A edição 2020 tem o patrocínio da Unesco e da Fundação Itaú para Educação e Cultura. Conta ainda com a parceria da Bett Educar, British Council, Embaixada Americana. Fundação Roberto Marinho, Fundação Santillana, Instituto Natura, Ministério da Educação, Unicef e Univesp. Puderam participar escolas públicas estaduais e municipais de qualquer etapa da Educação Básica: educação infantil, ensinos fundamental e médio.




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