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Cidades

“É natural de tudo o que vem para mudar”, diz Ibaneis sobre polêmicas do início da gestão

Publicado

em

Jéssica Antunes
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O governador Ibaneis Rocha (MDB) diz não se abalar com as polêmicas enfrentadas nas primeiras três semanas de gestão. Há menos de 20 dias no mais alto posto do executivo da capital do País, o emedebista, estreante em cargos públicos, foi questionado por nomeações, voltou atrás em decisões, enfrentou deputados federais para aprovar o pacotão de projetos de leis para a emergência decretada na Saúde e teve até seu verbete alterado na Wikipédia.

“É natural de tudo o que vem para mudar. Estou muito tranquilo. Como advogado, convivi a vida toda com polêmicas. Entre erros e acertos, acho que acertamos mais. Quanto aos erros, acho que temos que recuar naquilo que for possível”, afirmou o governador na manhã deste sábado (19), durante lançamento do Dia D de combate ao mosquito Aedes Aegypti.

Ibaneis faz boa avaliação das primeiras três semanas de gestão. “Estamos conseguindo melhorar os padrões em várias áreas, seja na Saúde, quanto na Segurança e na limpeza das cidades. Eu disse que os buracos eram meus e agora estou perdendo vários dos ‘meus filhos’ porque estamos tampando eles pela cidade, mostrando uma nova forma de se realizar, com equipes multidisciplinares trabalhando de forma conjunta para atacar os problemas da cidade. É uma gestão com muita conversa, erros e acertos, mas com certeza uma nova forma de administrar”, avalia.

Embate com deputados

Ibaneis quer que os deputados distritais façam uma sessão extraordinária no meio do recesso parlamentar para deliberarem a respeito de um pacotão de propostas enviadas pelo Executivo. Entre os textos, está a mudança na gestão de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) com ampliação do projeto do Instituto Hospital de Base. Dentro da Câmara Legislativa (CLDF), as intenções do governador estão sendo criticadas pela oposição e o emedebista chegou a subir o tom na sexta-feira (18).

“Eu acho que o ambiente para discussão, debate e modificação do projeto é na Câmara Legislativa. Não estou dizendo que o projeto vai sair do jeito que entrou, mas espero que debatam, proponham as alterações que achem necessárias. É isso que deve ser feito em um ambiente democrático”, afirmou neste sábado (19).

Com discurso mais brando, Ibaneis apelou para a função primordial dos políticos de servir a sociedade. “Tenho certeza que os deputados, tanto da base quanto da oposição, querem o melhor para a sociedade do DF. Já fiz o contato com sindicatos, estou aberto para o debate. Só quero que me deem instrumentos porque eu preciso trabalhar. Quem representa a sociedade é a CLDF. No tempo dessa ação, tem muita gente nos hospitais precisando de atendimento”.

A expectativa do governo é que até o fim da próxima semana o texto seja consolidado, com todas as alterações que os parlamentares julgarem necessários. “Não precisa agradar a mim, nem a eles, mas à população, que está em sofrimento”, disparou.

“População vai avaliar”

Na sexta-feira, o verbete do governador na Wikipédia foi alterado. “Mais conhecido como Inganeis”, dizia a nova publicação, removida horas depois. Para o governador, o texto foi caso de “usurpação”. “Espero que essas pessoas procurem trabalhar mais. Essas pessoas foram derrotadas nas urnas e o modelo de administração deles foi derrotada de forma fragorosa”, disse.

Perguntado se acredita que tenha sido obra da oposição, o emedebista disse que “aqueles que estão ao meu lado não devem ter sido”.

“Isso vem desde a eleição. É característico de quem perdeu. A população vai me avaliar daqui quatro anos”.


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