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Cidades

Boato de atentado em escola de Ceilândia deixa pais apreensivos

Publicado

em

Douver Barros e Tácio Lorran
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Um boato sobre ameaça de bomba gerou aflição no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 27, na QNR 01, em Ceilândia, na manhã desta quarta-feira (20). Segundo a direção da unidade, as informações são falsas e de origem desconhecida. A Polícia Militar foi chamada e fez uma varredura no local, mas nada foi encontrado.

Conforme a corporação, os pais dos alunos ficaram assustados e preferiram levar os filhos de volta para casa. Por esta razão, não houve aula no período matutino. Por meio de nota, a Secretaria de Educação do DF informou que as aulas serão repostas em dia letivo móvel, e garantiu que o funcionamento será normal no período da tarde.

Em uma página no Facebook, a direção do CEF 27 publicou uma nota de esclarecimento sobre o ocorrido. “Foram notícias falsas que se espalharam pela comunidade e que causaram desconforto e apreensão”, garantiu a escola no comunicado.

Ao Jornal de Brasília, a diretora Nilda Pinheiro contou que, na terça-feira (19), recebeu imagens com supostas ameaças de atentados em escolas. A gestora disse ainda que os atos anunciados ocorreriam nesta quarta, mas nenhum era referente ao CEF 27. “Eu chamei o vigilante que trabalha no plantão de hoje e disse: ‘prepara que talvez tenha algum tumulto aí'”,  diz. “Coloquei minha equipe toda a par da situação, mas a gente não achava que ia tomar essa dimensão toda”, completa.

A diretora conta que os pais chegaram na escola por volta das 7h30, já invadindo a unidade para pegar os filhos. “Os demais alunos, que têm entre 10 e 12 anos, saíram correndo, e a gente não teve como contê-los”, explica. Segundo Nilda, a escola não consegue tomar providências por conta de fake news, mas disse que pediu a presença da polícia no período da tarde.

Veja as imagens com informações falsas que têm circulado pelas redes sociais:

Tumulto no Gisno

A confusão ocorre dois dias depois de ameaças de bomba provocarem a suspensão das aulas do Centro Educacional Gisno, na Asa Norte. No início da manhã do dia 18, um aparato de segurança foi deslocado para a unidade, após o delegado-chefe da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) receber informação de que quatro alunos teriam colocado explosivos no prédio da instituição. A denúncia era de que os suspeitos estavam planejando, pelas redes sociais, um ataque como o massacre de Suzano.

O Esquadrão Antibombas da Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros fizeram varredura na unidade, mas nada foi encontrado. Durante as buscas, um menor suspeito foi levado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) por suspeita de envolvimento no caso, mas acabou liberado. Ele seria um simpatizante ao nazismo. Na casa do garoto, nenhum artefato explosivo foi achado, mas os policiais viram mensagens no celular dele com o planejamento do atentado.

A Secretaria de Educação informou que os nomes dos estudantes envolvidos foram encaminhados à Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto para que a transferência seja realizada. A pasta disse aguardar as investigações da Polícia Civil para que os responsáveis sejam punidos por seus atos.

Veja as mensagens encontradas no celular de um suspeito

Ameaças e plano de segurança

Após o massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, que deixou dez mortos e 11 feridos, diversas ameaças de ataques a escolas do DF começaram a aparecer. A Polícia Civil do DF já registrou pelo menos quatro, sendo Recanto das Emas, Paranoá, Águas Claras e Asa Norte as regiões alvo de suspeitos.

Na sexta-feira (15), um professor invadiu a sede da Secretaria de Educação do DF, no Setor Bancário Norte, portando uma faca, três dardos e uma besta, mesmo tipo de material usado pelos responsáveis do massacre de Suzano. O homem de 53 anos alegou que queria encontrar com o Secretário da Educação, Rafael Parente, para lhe mostrar os armamentos, e depois iria cometer suicídio. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

Após as ameaças, escolas da capital federal buscam reforçar a segurança como medida preventiva de ataques. A Secretaria de Educação informou que já existem projetos de combate à violência em desenvolvimento para serem implementados em breve nas instituições.

De acordo com a pasta, já está em desenvolvimento no DF o projeto Escolas em Paz, que consistirá em um pacote de medidas de prevenção à violência. O projeto está em construção e já foi instituído um grupo de trabalho para mapear situações de violência física e psicológica no ambiente escolar, com o objetivo de subsidiar as novas ações.

 

 

 

 

 


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