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Cidades

Alunos superam dificuldades e aprovam ensino à distância

Instituições cedem computadores a estudantes que não possuem esses equipamentos em casa

Larissa Galli Malatrasi

Publicado

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Enquanto durar a pandemia do novo coronavírus, as instituições de ensino superior superior foram autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC) a substituir as aulas presenciais pelo ensino à distância para que seja possível o cumprimento dos dias letivos e das horas-aula estabelecidos em lei. Apesar das dificuldades, há quem aprove a solução encontrada para driblar a crise da covid-19.

Estudantes de instituições de ensino superior do Distrito Federal estão aproveitando a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de permanecer em casa para colocar os estudos em dia. Assistindo aulas à distância desde a semana passada, a estudante de psicologia do Centro Universitário Iesb Gabriela Reis Garcia, de 27 anos, garante que as atividades on-line têm funcionado bem para ela.

“As aulas estão sendo dadas no mesmo horário que seriam se fossem presenciais. Os professores e os alunos estão tendo bastante disciplina e disposição para que as aulas aconteçam da melhor maneira possível”, conta a estudante. “Os trabalhos em grupo e individuais continuam sendo feitos dentro do possível. Para mim, as aulas estão rendendo muito, a discussão nos fóruns é sempre boa, tem bastante participação de todos os alunos – inclusive dos mais tímidos que não se sentiam confortáveis para participar em sala de aula”, completa. As aulas práticas, no entanto, foram postergadas e, segundo Gabriela, serão realizadas quando a situação da pandemia acabar e for possível remarcar.

Gabriela contou que não teve dificuldade para se concentrar e se dedicar às aulas on-line, mas admite que alguns colegas ainda não se adaptaram tão bem. “Tem aulas que eu estou até prestando mais atenção do que quando era presencial. O fato de não ter que se deslocar até a faculdade também ajuda, torna tudo bem menos cansativo e me dá mais tempo para estudar”, relata.

De acordo com a estudante, os alunos que apresentam maior dificuldade com as aulas remotas têm um canal de comunicação direto com a instituição para tentar resolver a situação. “Nesse momento, acho que é muito importante a gente ter uma rotina e continuar os estudos é uma forma de utilizar bem o tempo que vamos precisar ficar em quarentena”, conclui Gabriela.

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O estudante de ciência da computação Douglas Ammirante, de 21 anos, também está satisfeito com as aulas remotas. “Estamos em um processo de adaptação. Para mim, a opção pela continuação do semestre foi boa porque, caso contrário, poderia atrasar a minha formatura”, conta o estudante que deve se formar no final do ano. Segundo ele, a plataforma utilizada para as aulas é bem didática e tem um suporte bom. “Os professores dão aula on-line ao vivo, não é como a maioria dos cursos à distância em que eles apenas disponibilizam o material e os alunos estudam sozinhos”, relata.

O professor de engenharia da computação Felipe Giuliani contou que a tentativa de aproximar a aula remota da aula presencial é fundamental para ajudar na adaptação dos estudantes nesse momento. “Não queremos transformar a aula em educação à distância. A ideia é fazer a aula on-line da mesma maneira como seria presencial, no mesmo horário programado, com a mesma didática e mesmo recursos que eu utilizo em sala, da forma mais interativa possível”, pontua. Segundo ele, o resultado tem sido positivo. “É claro que é difícil agradar a todos, mas as minhas turmas responderam bem. Grande parte dos estudante aceitou a proposta”, garante.

“Vou sair da quarentena com diploma”

A modelo Iza Rios, de 22 anos, é de Valparaíso mas atualmente mora sozinha em Los Angeles. Com a situação de isolamento, ela não está podendo exercer a profissão e aproveita o momento para estudar. “Terminei o Ensino Médio e já comecei a trabalhar, então não tenho ensino superior. Neste momento de quarentena, resolvi pesquisar alguma coisa para fazer e encontrei um curso de três meses de Business na Universidade de Los Angeles (UCLA) on-line”, conta a modelo. “Ainda estou meio perdida porque não sei estudar on-line muito bem, estou tentando aprender a usar a plataforma, mas se essa quarentena durar três meses, vou sair dela com um diploma de curso profissionalizante”, pontua Iza.

Além do curso de Business, a modela aproveita o tempo para aprender outras coisas. “Estou aprendendo um pouco de maquiagem com tutoriais na internet e com dicas de algumas amigas. Também faço aulas duas vezes por semana por skype com um professor para melhorar meu sotaque e ele passa exercícios para eu fazer nos outros dias. A cada dia eu venho aprendendo a como fazer o tempo ficar mais produtivo”, finaliza Iza.

Saiba Mais 

Para os alunos que não possuem acesso a equipamento para assistir às aulas, o Centro Universitário Iesb se propôs a emprestar computadores. Além disso, a instituição também vai conceder descontos de 10% a 90% nas mensalidades de abril, maio e junho de 2020, para quem teve a renda reduzida ou completamente impactada pelas medidas de distanciamento social.

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O próprio professor confessou que tinha resistência às aulas remotas. “Estou tendo que me adequar e achei que não fosse dar certo. Me surpreendi: o feedback dos alunos foi ótimo e a participação tem sido maior do que eu esperava. As aulas on-line dão abertura para os alunos mais tímidos se expressarem”, conta.


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