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Brasília

Zumbis invadem a capital

Arquivo Geral

03/11/2013 8h05

Não é de hoje que os zumbis foram incorporados à cultura pop. O sinal claro dessa afirmação é a Zombie Walk, evento em que pessoas de todas as idades saem às ruas vestidas de mortos-vivos, com adereços imitando ferimentos e sangue falso derramado na roupa. Em pleno  Dia de Finados a capital virou cenário de filme de terror.

 

A concentração foi marcada para as 16h, na Torre de TV. Quem chegou ao local nesse horário encontrou a Fonte Luminosa desligada e uma quantidade tímida de pessoas. Entretanto, por volta das 17h, quando a caminhada começou, já havia milhares de pessoas no Eixo Monumental. Antes disso, o chafariz foi ligado, o que ajudou a refrescar um pouco os participantes.

 

Há três edições, o engenheiro Rodrigo Proença participa do evento com as filhas, Maria Eduarda, 17 anos, e Maria Augusta, 13. Este ano, ele preparou uma fantasia fazendo referência a um velejador que acabou virando zumbi e foi seguido pelas filhas. E não foi a primeira vez que ele caprichou na vestimenta. “No ano passado, vim de mineiro zumbi. Trago minhas filhas sempre e brincamos bastante. Quando chega a data, é  especial”, revelou.

 

Seriados

 

A paixão por seriados americanos como The Walking Dead e American Horror Story fez Larissa Carvalho, 17 anos, e Verônica Mendonça, 20 anos, tomarem gosto pela Zombie Walk. Cada fantasia demorou mais ou menos uma hora e meia para ser preparada, mas valeu a pena. “Já estamos pensando no ano que vem”, disse Verônica.

 

Tudo na maior paz e sem policiamento

 

Mesmo com tantas pessoas participando do evento, não havia escolta policial nem na concentração e nem na primeira parte da caminhada. Tanto é que os próprios organizadores tiveram que parar o trânsito no Eixo Monumental para que o desfile chegasse ao Setor Hoteleiro. De lá, passaram pelo Pátio Brasil, Galeria do Trabalhador, Rodoviária e Museu da República, onde terminou a festa.

 

Segundo Phellipe Barusco, organizador do evento, a festa é para todas as idades, já que é tradicional que a Zombie Walk não registre qualquer tipo de confusão. “As pessoas vêm para se divertir mesmo, tanto é que você não vê drogas nem álcool aqui no meio”, contou. Para as próximas edições, o objetivo é incluir apresentações musicais, para atrair um maior público.

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