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Brasília

Voluntários oferecem curso de fotografia para cegos e buscam apoios

Arquivo Geral

07/03/2011 9h26

Há oito meses o projeto Olhar Interior: fotografando com a alma alia capacitação técnica e inclusão social ao oferecer curso de fotografia para cegos. O trabalho é feito de forma voluntária pelo empresário e estudante de psicologia Sidraque Ribeiro e pelo fotógrafo Edmar Gonçalves. Todas as manhãs de quarta-feira eles se reúnem na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga, para ensinar fundamentos básicos de fotografia e organizar saída a campo para que os deficientes experimentem vários ambientes. O grupo já possui cerca de 500 fotografias em arquivo e está em busca de parcerias para conseguir apoio e expor os trabalhos.

 

Todos os custos são pagos pelos professores. Desde o equipamento, emprestado pela escola de fotografia 4º Eclipse da qual fazem parte, ao transporte para levar os alunos aos diversos ambientes e o material para impressão das fotos. Eles garantem que a recompensa vale todos os esforços. “É muito prazeroso ajudar ao próximo”. Por isso, Sidraque, que também tem o interesse de melhorar o equipamento e profissionalizar o curso, procura patrocínio para ajudá-lo com o objetivo.

 

O curso tem 24 encontros e três etapas. Na primeira, os alunos aprendem noções básicas de como operar uma máquina, mexer com foco, iso, diafragma e obturador. Eles  também praticam exercícios para aperfeiçoar a noção de enquadramento, como equilibrar uma bolinha sobre uma bandeja. Depois, há um debate filosófico onde os alunos discutem mitos como o da caverna, de Platão, e conceitos de percepção e outros sentidos. Por último, saem a campo para praticar o que aprenderam. “Vamos para o Teatro Nacional, pizzaria, área rural”, enumera Sidraque.

 

A ideia do projeto surgiu durante uma aula de psicologia, enquanto via o documentário Janelas da Alma de João Jardim e Walter Carvalho. Sidraque ficou inspirado com os comentários de artistas, intelectuais e pessoas comuns sobre a visão. Principalmente como o filme recorre à  música, literatura e filosofia para explicar a subjetividade do sentido elementar para a fotografia. Pensando nisso ele se mobilizou.

 

 

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (07) do Jornal de Brasília

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