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Brasília

Voluntários estão em busca de espaço para projeto Celeiro de Craque

Arquivo Geral

12/05/2012 7h09

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

O projeto Celeiro de Craque, que existe há oito anos no Riacho Fundo II, está em risco. As aulas de futebol podem parar por falta de espaço para treinamento. O local utilizado atualmente, na Área Especial da QN 5, pertence ao Governo do Distrito Federal, mas será retomado para a construção de um conjunto habitacional do Programa Minha Casa, Minha Vida. E os atletas do projeto não têm outra área para se instalar.

Ao longo destes oito anos, mais de oito mil jovens, de sete a 18 anos, passaram pelo projeto. Muitos seguiram rumo a times grandes. De acordo com um dos idealizadores do trabalho, Luís Fernando, 47 anos, muitos dos participantes buscam o futebol como uma alternativa ao mundo das drogas. Os voluntários mantêm o time Sociedade Esportiva do Riacho Fundo (SERF).

Luís destaca que, sem um local para o treinamento, pouco poderá ser feito por eles. “Nós ressocializamos vários jovens, inclusive, hoje temos três deles na SERF.”, explica.   “Nosso intuito vai além de revelar talentos. Nós também pensamos no futuro deles. Queremos fazê-los cidadãos em primeiro lugar e, depois, torná-los atletas com futuro, longe do mundo das drogas, que não leva ninguém a lugar nenhum”, diz.

 

Um dos talentos descobertos pelo Celeiro de Craques atua hoje no Brasiliense. Victor de Souza, 17 anos, é o jogador mais jovem do clube. Ele participou por seis anos do SERF, até se tornar profissional. Para o atleta, o projeto não pode simplesmente terminar assim.
“Mais que jogador, eu virei cidadão. Aprendi muito nesses anos que treinei aqui e só tenho a agradecer a todos que me ajudaram nessa caminhada. Sem esse local, o projeto acaba. Se acabar, muitos jovens podem voltar às drogas e desistir dos sonhos. Hoje, graças a Deus, eu ajudo minha família e sou feliz”, revela Victor.

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