Leandro Cipriano
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O sentimento de medo e apreensão se tornou ainda mais presente na Vila Areal depois do assassinato dos dois moradores de rua. Como há no local o albergue público Conviver – para atender pessoas em situação de rua –, a constante presença deles próximo aos condomínios e comércios, intimidando as pessoas e sujando as residências, é motivo de reclamações há anos.
“Agora, a comunidade está se revoltando contra eles, e tenho medo que nos próximos dias possam morrer mais”, declarou Luiz Claudio Cesário, coordenador do movimento pela remoção do albergue da Vila Areal.
O caso de Santa Maria, onde moradores de rua foram queimados a mando de um dos comerciantes da região, chocou o Distrito Federal há duas semanas. E o reflexo do crime na comunidade se tornou perceptível depois das mortes no Areal. As autoridades da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), onde o crime foi registrado, não descartaram a possibilidade de os homicídios terem sido encomendados.
“Dessa vez foram dois, amanhã podem ser mais. O governo chama de moradores de rua para se eximir da responsabilidade, mas eles são albergados, que preferem ficar na rua do que viver nas condições do albergue”, apontou Cesário. “Eles usam drogas, fazem sexo nas ruas e intimidam as pessoas. A comunidade está se revoltando. Sou líder comunitário, mas não sou líder da revolta da comunidade. Na qualidade de coordenador, já perdi o controle da situação”, disse Luiz.
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