Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Brasília

Vítima cai em golpe do falso aluguel em Águas Claras

Golpista se passou por proprietário de um imóvel para negociar e conseguir dinheiro da vítima. Prejuízo foi de cerca de R$3.000 mil

Por Tereza Neuberger
[email protected]

O leque de áreas em que os golpistas estão atuando têm se diversificado cada vez mais, no Distrito Federal não é diferente. Uma engenheira de 28 anos que preferiu não se identificar viu o sonho de ter seu próprio lar virar um pesadelo ao cair no golpe do falso aluguel.

Ao procurar apartamento em um site de mediação, na área reservada ao aluguel e venda de imóveis, a jovem encontrou um apartamento para alugar mobiliado em um condomínio na região de Águas Claras. Logo que se interessou pelo imóvel a jovem iniciou contato com o suposto proprietário do imóvel, indicado no anúncio. “Teve toda essa parte de conversar, de negociar, dele falar que já tinha muita gente atrás.“, conta a engenheira.

A negociação se estendeu de um dia para o outro, e quando a engenheira pediu para visitar o imóvel, o suposto proprietário disse que já havia “bastante gente agendada”. Decidida a alugar o apartamento, a jovem começou a falar dos benefícios de ser uma locatária, em seguida o suposto proprietário fez algumas perguntas a ela. “ Ele perguntou se era só eu, se pra mim tudo bem fazer contrato direto com o proprietário.”, relatou a vítima.

“Eu gostei do seu perfil, só que eu estou me divorciando agora e minha esposa também está anunciando o mesmo apartamento e já está conversando com algumas pessoas.” explicou o golpista, em seguida pediu a vítima que transferisse a ele um valor equivalente a um caução para garantir a prioridade do imóvel.

Em uma região muito procurada por novos moradores, o apartamento de dois quartos, mobiliado, estava sendo anunciado pelo valor de R$1700. “Eu fiquei toda animada com essa oportunidade” explica a engenheira. Após garantir que a vítima teria prioridade em locar o imóvel com a transferência do dinheiro, o suposto locador solicitou cópia dos documentos da vítima e enviou cópias de supostos documentos também.

Uma outra pessoa já entrou em contato com a vítima para definir o pagamento do aluguel e acertar detalhes do contrato. “Ele enviou a minuta de contrato e eu já estava com isso e cópias dos documentos dele. Achei que já estava tranquilo, que já tinha informações suficientes, o cara já tinha inventado uma história toda e eu estava bastante animada.” afirmou a vítima. Em seguida, o suposto anunciante solicitou a numeração da placa do carro da engenheira para registro na portaria do condomínio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Já passei os dados do seu carro para portaria, você já vai entrar como inquilina e o meu advogado estará lá te esperando”, afirmou o golpista. Assim que realizou a transferência solicitada de cerca de R$3000 via PIX ao suposto locador, a vítima contou ao Jornal de Brasília que ainda conseguiu contato com o golpista por cerca de 1 hora. De acordo com a vítima próximo ao horário marcado para realizar a visita no imóvel a engenheira conta que perdeu o contato com o suposto proprietário. “Ele sumiu, sumiu foto, não recebia mais minhas mensagens, eu fui bloqueada”, explica.

Ao chegar no condomínio para visitar o imóvel a engenheira contou ainda que não havia ninguém esperando por ela. Na portaria, buscou saber sobre o imóvel e foi informada de que realmente havia esse apartamento no condomínio, porém que já estava alugado fazia um tempo. Ao explicar a situação ao porteiro do condomínio, a vítima descobriu que não havia sido a única pessoa vítima desse mesmo golpe com o mesmo anúncio.

Revoltada a vítima registrou um boletim de ocorrência e compartilhou a situação nas redes sociais. Um dos seguidores após ver o relato da vítima, contou que também iniciou negociação semelhante, mas que desconfiou do golpe ao procurar o endereço e ver que era falso. A engenheira também contou ao Jbr que uma colega de trabalho e o marido caíram no mesmo golpe há um tempo atrás, porém a dor de cabeça foi tanta que preferiram não retomar o assunto.

Procurada pelo Jornal de Brasília, a 21ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal informou que o caso está sob investigação e que no momento não pode dar mais informações sob a investigação em andamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE








Você pode gostar