Rener Lopes
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Policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) prenderam, na Operação Vips, 20 integrantes de uma quadrilha acusada de roubar créditos de cartão-alimentação. O trabalho de investigação da polícia se estendia por seis meses.
Segundo a Polícia, desde às 5 da manhã, cerca de 300 policiais – divididos em 27 equipes – estão nas ruas para executar 63 mandados, sendo 36 de busca e apreensão e 27 de prisão. Os suspeitos estão sendo levados para a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), que fica no SIA.
As quadrilhas utilizavam aparelhos conhecidos como chupa-cabras para roubar os dados dos usuários dos cartões e utilizar os créditos em cartões bancários de débito. Assim, segundo a polícia, os bandidos compravam, além de alimentos, eletrodomésticos e outras mercadorias.
O grupo era dividido em três partes: o primeiro roubava os dados, o segundo turbinava os cartões e o terceiro comprava os produtos.
Junto com os detidos foram encontradas algumas armas de fogo, televisões e cerca de 200 cartões vale-alimentação e uma máquina própria para a clonagem. O grupo ainda possuia cursos que habilitava-os em cópias de dados de cartões.
A movimentação do dinheiro acontecia com a revenda de produtos novos e repasse de valores aos responsáveis pelas quadrilhas, com a divisão de 50% do lucro entre os organizadores e quem executava as fraudes.
“Eles utilizavam um sistema avançado, que tinha acesso aos dados dos usuários, para retirar os créditos dos trabalhadores”, explicou o delegado Henry Peres. O delegado também afirmou que o prejuízo será de proporções milionárias, mas que ainda não foi contabilizado.
Há a possibilidade da participação de alguns donos de estabelecimentos na fraude. Existem indícios de que um frigorífico em Brazlândia teria recebido em um dia mais de 500 transações do tipo de cartão clonado pelas quadrilhas.
Todos serão condenados por estelionato, formação de quadrilha, receptação – já que utilizaram carros roubados – e posse ilegal de arma de fogo.