A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde alerta pais e professores para os cuidados com a manipulação de alimentos, durante a realização de passeios escolares e familiares promovidos em comemoração ao Dia das Crianças, nesta terça-feira (12). Alguns procedimentos importantes devem ser observados no preparo e acondicionamento.
De acordo com os técnicos da Vigilância, os responsáveis pelo preparo da refeição devem dar preferência a alimentos não perecíveis, ou seja, aqueles que não necessitam de refrigeração, tais como frutas, sucos industrializados e biscoitos. Frutas e vegetais, por exemplo, precisam ser lavados adequadamente com água potável, especialmente se forem comidos crus. A higienização das mãos antes de iniciar a preparação dos alimentos e, frequentemente, durante todo o processo de preparo, também é importante.
A Vigilância Sanitária ainda recomenda lavar os equipamentos, superfícies e utensílios utilizados durante a preparação dos alimentos, que devem estar protegidos da poeira, insetos, pragas e outros animais. Além disso, alimentos cozidos não devem ficar em temperatura ambiente por mais de duas horas.
Segundo o gerente de Fiscalização da Vigilância Sanitária, Allex Moraes, entre os principais fatores que contribuem para a intoxicação alimentar estão: falta de higienização das mãos na hora de comer ou servir alimentos, ato de compartilhar copos para beber água ou outros líquidos e consumo de alimentos muito úmidos, sem condições adequadas de conservação (refrigerados ou aquecidos acima de 60 graus, tais como salpicão, carne ao molho, estrogonofes, etc).
Análise de alimentos infantis
A Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), em parceria com o Laboratório de Saúde Pública (Lacen/DF), mantém um programa permanente de monitoramento da identidade e qualidade dos produtos comercializados no Distrito Federal, incluindo alimentos voltados para o público infantil. No primeiro semestre deste ano foram analisados 106 produtos, sendo condenadas 30 amostras, o que corresponde a 28% do total.
Foram analisadas amostras de doces coloridos, de leite, de frutas e de amendoim, além de paçocas. Os principais problemas encontrados foram apresentação de corante não permitido a cada tipo de produto, falta de endereço completo do fabricante, declaração da validade e informações como “contém” ou “não contém glúten”.
Laudos em desacordo resultaram na notificação dos detentores da amostra e das indústrias onde foram processados os alimentos. Os documentos foram enviados aos órgãos responsáveis pela fiscalização dos alimentos tanto na área da saúde quanto na área de agricultura, além de emissão de circular para apreensão dos lotes dos produtos. As amostras condenadas foram recolhidas do comércio e os produtores foram orientados a corrigirem as irregularidades.