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Brasília

Vigilância deixa a desejar

Arquivo Geral

22/07/2012 9h09

Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

Oassassinato do policial federal Wilton Tapajós Macedo, 54 anos, em pleno Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul,  abriu a discussão a respeito da segurança nos cemitérios brasilienses. Entre os visitantes, é comum ouvir relatos de receio quanto à ação de bandidos e consumo de crack e demais drogas nos locais de descanso de amigos e familiares.

“Usam crack aqui, sim. Vão debaixo das árvores”, relatou uma visitante do Cemitério de Taguatinga. A droga é consumida em diferentes horários principalmente  nos pontos menos movimentados. Na tarde de ontem, o Jornal e Brasília flagrou um homem visivelmente alterado,  próximo a um túmulo. Ao lado dele,  uma garrafa de bebida alcoólica.

Visitantes caminhavam a passos rápidos pelo local. A reportagem permaneceu ali por alguns minutos e nenhum segurança foi visto nas proximidades. O servidor público Nilton Ribeiro, 62 anos, e Judith Ribeiro, 81, visitavam os jazigos de parentes com  olhos em alerta. “Olha, confesso que fiquei meio cismado quando você veio falar comigo. Aqui precisa de mais segurança”, disse Ribeiro.

O medo tem fundamento. Em primeiro lugar, parentes foram assaltados no cemitério. Além disso, o servidor aponta para os muros do terreno e critica as diversas passagens de entrada. Feitas por moradores da região, elas não estavam previstas no projeto do cemitério.

Poucos dias depois do assassinato de Tapajós, visitantes também não viam seguranças em todos os pontos do Campo da Esperança. “Sempre venho aqui sobressaltada”, reclamou a professora de cabeleireira Vanda Araújo, 60 anos. “Meu irmão e a esposa foram ameaçados aqui e não vem mais para cá”, contou.

Leia mais na edição impressa do Jornal de Brasília deste domingo (22).

 

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