Kamila Farias
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A Aeronáutica vai investigar as causas da quebra das vidraças do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) depois do voo rasante de dois caças Mirage da Força Aérea Brasileira (FAB). O acidente ocorreu durante a cerimônia de troca da bandeira, que acontece todo primeiro domingo do mês, e provocou um grande susto em quem prestigiava o evento. Houve problemas também em algumas casas do Lago Sul, que tiveram janelas quebradas, entre outros prejuízos. A corporação informou que os danos serão ressarcidos.
Os caça Mirage F-2000 da Aeronáutica se apresentaram com um rasante pela Praça dos Três Poderes. As ondas supersônicas quebraram cerca de 40 janelas, sendo que 17 só na parte da frente do Supremo Tribunal Federal (STF).
O acidente ocorreu por volta de 10h20, quando os caças faziam a rota Palácio do Planalto – STF. Segundo a Aeronáutica, no momento da passagem de uma das aeronaves houve uma “onda de choque” – distúrbio em propagação onde propriedades como velocidade, pressão, temperatura ou densidade variam de maneira abrupta e quase descontínua.
No Senado Federal, duas fileiras de janelas também teriam tido os vidros quebrados até o 23º andar, mas a assessoria da casa não confirmou a informação. De acordo com a Assessoria de Comunicação do STF, pessoas trabalhavam no momento do incidente, mas ninguém ficou ferido e o tribunal foi isolado no mesmo momento.
O STF está em período de recesso e trabalha com um número reduzido de funcionários. Mesmo assim, apesar dos vidros quebrados, a informação é de que , o expediente continuará normalmente, funcionando de 13h as 18h.
De acordo com o vendedor Antônio Monteiro, ele chegou a pensar que se tratava de uma bomba, pelo forte barulho que ouviu. “Quando eles estavam passando, a gente viu os vidros tremerem. Aí, do nada, deu um pipoco bem forte e tudo quebrou. Achei que tinha caído uma bomba lá dentro. Todo mundo ficou assustado”, conta.
O empresário Carlos Souza levou a irmã, que mora em São Paulo, para ver a cerimônia e diz que nunca tinha ouvido falar em nada parecido. “Eles estavam passando muito baixo, todo mundo se assustou, deu muito medo. Eles passaram muito rápidos, não deu nem para raciocinar. Foi uma sensação muito estranha”, relata.