A decisão de suspender a licitação para a compra de videogames para 17 Centros de Convivência (Cose) e seis Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) foi baseada em uma falha técnica, assegurou ontem a Secretaria de Desenvolvimento Social do GDF.
“Pedimos apenas para suspender o pedido porque citava a marca do fabricante, o que limita a capacidade de concorrência. Assim que o erro for corrigido, a compra será retomada”, explicou o secretário Daniel Seidel.
NÃO IAM PARA HOSPITAIS
Os equipamentos não se destinavam a hospitais infantis, como se imaginava, mas a crianças e adolescentes de seis a 17 anos, em “situação de vulnerabilidade e risco social” do Distrito Federal. “Com os videogames, podemos desenvolver a capacidade de raciocínio lógico, coordenação motora e outras habilidades, e é muito importante para esses jovens. Por isso estranhamos essa comoção”, alegou Seidel.
Os aparelhos são utilizados pela Sedest para promover a interação de crianças e adolescentes, mas os antigos, danificados, precisavam ser substituídos. “Esta é uma forma de atrairmos esse público para um ambiente seguro, longe dos perigos das ruas”, disse Seidel.