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Brasília

Viciados em internet admitem deixar de lado conversas cara a cara e o mundo social

Arquivo Geral

16/07/2012 7h09

Kamila Farias

kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

“Prazer, meu nome é fulano, e o seu?”. Com que frequência você faz isso pessoalmente? Hoje, com o avanço da tecnologia, é mais fácil ter esse tipo de atitude pela internet, onde se cria um mundo mais fácil de conviver. As pessoas até marcam encontros com amigos e familiares, mas o problema é que cada um se fecha em seu mundo, com seus celulares, tablets, entre outros. Será que as pessoas não sabem mais se relacionar pessoalmente? Para especialistas, a internet virou um refúgio.

 

De acordo com pesquisa feita pelo site de pesquisa de opinião SodaHead, 61% dos internautas se dizem viciados em internet. Foi identificado também que o vício é comum em todas as idades. Mas a maioria é jovem, na faixa etária entre 13 e 17 anos. No entanto, quem fica mais tempo na internet são as pessoas entre 45 e 54 anos de idade, passando 39,3 horas conectadas.

 

Samara Sarcinelli, 18 anos, supõe que ultrapassa as 40 horas semanais. Assume ser viciada e que não deixa de mexer no celular um minuto do dia, nem mesmo em reuniões de família e encontro com os amigos. “Acho mais fácil conversar com as pessoas pela internet e gosto de ficar antenada, sabendo das coisas que estão acontecendo”, comenta. A jovem conta que já deixou, por diversas vezes, pessoas falando sozinha, pois se distraiu com algo em seu celular e não prestou atenção na pessoa com quem estava conversando pessoalmente.

 

“Aonde vou estou com o celular na mão e conectada com as redes sociais. Se eu perdesse meu celular, ficaria louca e iria comprar outro na hora. Já se tornou parte de mim. Tem dias que acordo de madrugada só para entrar na internet e ver o que está acontecendo”, diz. 

 

Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (16) do Jornal de Brasília.

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