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Brasília

Vendedores de artesanatos dizem que ambulantes circulam na Feira da Torre

Arquivo Geral

05/03/2012 7h09

 

Raissa Lomonte

raissa.lomonte@jornaldebrasilia.com.br

 

A Feira da Torre, destinada unicamente para a venda de artesanato, passou a ter, segundo os próprios comerciantes, presença de ambulantes que vendem produtos industrializados, assim como ocorre na vizinha, a Feira dos Importados. Os comerciantes devidamente registrados reclamam da falta de fiscalização e afirmam que o negócio pararelo atrapalha as vendas, além de descaracterizar a destinação do local.

 

A expositora Aparecida Maria é contra a presença dos ambulantes na feira, mesmo os que vendem produtos artesanais. “Nós pagamos pelos espaços. Pagamos taxas para manter banheiros e limpeza. Eles não pagam. Acabam atrapalhando as nossas vendas. Muitas vezes fico com pena deles, mas é injusto”, opina. O ponto de vista é compartilhado pela maioria dos comerciantes, que esperam um dia, a retirada dos ambulantes.

 

A expositora Rosanete Vieira acha que o governo tem que decidir o destino dos vendedores paralelos à feira. “Artigos chineses atrapalham, não tem nada a ver com a nossa proposta. A feira acaba perdendo as características originais. Agora, no caso de vendedores de água e picolé, não tenho nada contra. Olhando o lado deles, mesmo os chineses, ficamos com pena. Para onde eles irão? É uma forma de ganhar a vida”, solidariza.

 

Durante visita à feira, a reportagem do Jornal de Brasília encontrou mais de cinco ambulantes. Três deles vendiam, entre outros, brinquedos industrializados, bolsas falsificadas e CDs e DVDs piratas.  As mercadorias ficam expostas  no chão, em pontos diversificados. 

 

O vendedor de produtos infláveis Francisco Lima, de 61 anos trabalha como ambulante há mais de 17 anos. Ele conta que nunca teve problemas para vender na Feira da Torre. “Estou aqui desde 1994. Até agora não tive problemas. Às vezes, os fiscais pedem para a gente recolher a mercadoria, aí paramos um pouco. Vou para os lugares que dão certo. Por enquanto, não pretendo sair daqui. Eu vivo disso”, relata.   

 

Leia mais na edição impressa do Jornal de Brasília desta segunda-feira (05).

 

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