Cristina Sena
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Os Shoppings Populares de Ceilândia e Gama estão sob a mira da polícia. Comerciantes denunciam a participação do ex-servidor da Coordenadoria de Serviços Públicos do DF, Francisco das Chagas Gomes, preso no último sábado, nos sorteios da distribuição dos boxes em Ceilândia. No Gama, há quem assuma ter comprado e vendido lojas, o que é proibido.
Documentos encontrados na casa dos suspeitos no dia das cinco prisões reforçam a possibilidade de que vendas e repasses irregulares tenham ocorrido em outros feiras do DF. “O foco das investigações é o Shopping Popular ao lado da Rodoferroviária, mas vamos checar se existem fraudes em outras áreas”, explica o delegado adjunto da Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administraçao Pública, Henry Peres.
Segundo a presidente da Associação dos Feirantes do Shopping Feira de Ceilândia (Asfescei), Ana Maria Lima, o primeiro sorteio para definir qual boxe cada feirante receberia foi cancelado por denúncia de irregularidades. O segundo e definitivo ocorreu um dia depois, em agosto de 2007. “O Chaguinha trabalhou aqui por mais ou menos seis meses e foi um dos responsáveis pelos sorteios”, relata.
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