Camilla Sanches
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Vence hoje a primeira parcela do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), assim como a cota única para aqueles que quiserem aproveitar o desconto de 5% no pagamento à vista. O prazo máximo para a entrega dos carnês às residências foi até a última segunda-feira. Quem não tiver recebido, pode imprimir o boleto no site da Secretaria de Fazenda ou procurar as agências e postos de atendimento da Receita do Distrito Federal.
Para este ano, os valores dos boletos foram reajustados em 7,39%, conforme percentual referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O contribuinte que não puder ou não quiser pagar o valor à vista pode dividir o valor total em seis vezes, com parcelas a partir de R$ 20. Abaixo, disponibilizamos uma tabela com as datas dos futuros vencimentos, de acordo com o número final da inscrição do imóvel.
A alíquota do DF é de 1% sobre valor dos imóveis comerciais, 0,3% dos imóveis residências e 3% sobre os terrenos. De um ano outro, geralmente, costuma haver diferença no valor a ser pago, sempre para uma quantia mais alta, frequentemente. Os motivos são vários, como, por exemplo, a valorização do imóvel, a mudança da natureza (de residencial para comercial) e aumento da área construída.
A população, no entanto, acredita que os recursos arrecadados com a contribuição não está sendo investida corretamente. Para muitos, as cidades precisam de melhorias em infraestrutura, que não têm sido feitas. É o caso da servidora pública Maria Josefina de Paula Araújo, de 61 anos. Moradora do Setor P Sul, em Ceilândia, a senhora considera o valor do IPTU cobrado para sua residência de três quartos correto, mas questiona para onde está sendo direcionado o dinheiro do contribuinte.
“Minha casa é quitada, escriturada e vou pagar R$ 144 de imposto. Não achei alto, até porque é um valor que posso pagar, não está acima do meu poder aquisitivo, mas moro numa região que nunca recebeu melhoria alguma”, reclama. Segundo ela, faltam biblioteca, academia, uma estação do metrô e as únicas opções de esporte e lazer para os jovens e adultos está abandonada. “Tem uma quadra esportiva que está servindo de local para jogar entulho. Virou um descampado, totalmente sem cuidados”, lamenta.
Aposentado, seu Geraldo Marcos dos Reis, de 77, mora num apartamento de dois quartos na Asa Sul e vai pagar mais de R$ 2 mil de imposto. “O valor é alto, mas nunca reclamei porque os recursos quase nunca dão certo”, diz, conformado.