Da Redação
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OVarjão comemora uma marca história no combate à violência. Desde dezembro do ano passado, a cidade, que conta com 12 mil moradores, não registra homicídios. São 180 dias sem qualquer assassinato.
De acordo com o administrador do Varjão, Hélio das Chagas, a região administrativa é hoje uma das mais calmas do Distrito Federal, o que se deve ao combate à criminalidade com o apoio das polícias Civil e Militar. “O Varjão era uma cidade bastante violenta, até pelo tráfico de drogas, que ainda é muito grande na região. De uns seis meses pra cá, o número reduziu consideravelmente. Não temos dados exatos, mas posso afirmar que a cidade hoje é tranquila e que medidas estão sendo tomadas para que aumente ainda mais”, disse o administrador.
O feito é comemorado pelos integrantes das polícias Civil e Militar. A delegada Nélia Vieira, chefe da 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) e responsável também pela área do Varjão, Península, Taquari, Colorado, MIs e Condomínio Privê, afirma que o fato representa o trabalho conjunto entre as duas corporações, a administração regional e o Conselho Tutelar. “Nosso objetivo é que não ocorra nenhum homicídio esse ano”, afirma.
Os casos reduziram ainda mais após a prisão de dois grandes grupos rivais, ligados ao tráfico de drogas, que disputavam pontos no Varjão. “Os dois líderes se intitulavam como terrores da área, trocavam tiros entre eles e, muitas vezes, atingiam inocentes”, disse a delegada.
Apesar da redução nos casos de atentados contra a vida, há moradores da cidade que ainda não se sentem seguros. É o que afirma a dona de casa Rosimere Alves de Souza, 43 anos. Ela reconhece a queda nos homicídios, mas acha que a polícia ainda não atua com intensidade no local. “Não vejo muito o trabalho da polícia. Os policiais ficam em um ponto, conversando o dia todo. Mas eles são rápidos quando a gente liga pra eles”, disse. A filha dela, Rayane Alves de Melo, 18 anos, diz que ainda há muita ação de traficantes na área. “A segurança aqui é pouca. Eu não ando tranquila nas ruas. Já presenciei um assalto na Central e os policiais demoraram para atender. Os traficantes atuam com liberdade e nada é feito”, afirmou.
Mas há quem diga que a segurança da cidade está em ótima fase. “Graças a Deus está muito tranquila e sossegada. Tem seus casos de tráfico de drogas, mas de uns seis meses pra cá, só tenho a elogiar o trabalho da polícia”, diz Alan Oliveira da Silva, 34 anos.