Em um ano, 135 mil usuários do Facebook expressaram a intenção de serem doadores de órgãos. O número é resultado de uma parceria firmada entre o site e o Ministério da Saúde. “A vantagem em se declarar como doador na rede social é criar um diálogo sobre o assunto em casa. Manifestar esse desejo é essencial para informar à família, pois é ela quem decide doar ou não os órgãos”, afirma o nefrologista Giuseppe Cesare Gatto, coordenador de transplante renal do Hospital Universitário de Brasília (HUB).
A ideia da ferramenta é que as pessoas informem familiares e amigos sobre a real vontade em ser doador, já que o espaço é público e a informação fica disponível na linha do tempo do usuário.
No Distrito Federal, a doação de órgãos na rede pública aumentou 40% no primeiro semestre de 2013, quando comparado ao mesmo período de 2012. O número de doadores subiu de 25 para 42 entre janeiro e junho. “Um dos fatores que têm contribuído para o aumento desse número é a qualidade na manutenção de pacientes com morte cerebral e a comunicação com os potenciais receptores. A especialização das equipes também tem sido um diferencial”, afirma Giuseppe.
Autorização
Para ser doador, a pessoa deve informar aos entes queridos seu desejo, sem a necessidade de deixar documento escrito. Segundo o nefrologista, é importante destacar que apenas a autorização da família permite a doação dos órgãos.
De acordo com o site da Secretária de Saúde do DF, 289 transplantes foram feitos nos seis primeiros meses deste ano. Destes, 184 foram de córnea, 53 de rim, 24 de fígado, 17 de coração e quatro de medula. Somente o HUB fez o total de 54 cirurgias de córnea e 29 de rim.