Bruna Sensêve
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A Defensoria Pública do Distrito Federal recebe por dia entre dez e 12 pessoas que precisam recorrer à Justiça para conseguir um leito em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Essa é a estimativa do defensor público Celestino Chupbel. Ele avalia que o problema deve priorar com o rompimento do contrato, desde segunda-feira (29), entre a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) e os 13 hospitais conveniados à rede pública de saúde. Até então, esses hospitais estavam contratados para prover 126 leitos entre UTIs neonatal e adultas.
A questão agrava a situação dos brasilienses que precisam de UTIs. Este é o caso do atendente de lanchonete Renato Pereira da Silva, 25 anos. Seu filho, Caio Vinícius, nasceu prematuramente no último sábado, no Hospital Regional de Taguatinga. Ontem, ele recebeu a notícia da pediatra do Hospital de que Caio precisava ser internado em uma UTI neonatal. No entanto, a UTI neonatal do HRT, com seis leitos, está lotada.
“A médica me aconselhou a procurar a Defensoria Pública para entrar com um pedido na Justiça por um leito para meu filho”, relata o atendente. Na tarde de ontem, Renato procurou o órgão em busca de ajuda. A previsão dada pelo defensor público para todas as pessoas que recorrem à Justiça por uma vaga em UTI é de, no máximo, uma hora e meia. Nesse tempo, o órgão deve receber uma resposta do juiz encarregado e, então, buscar uma colocação por meio da Central de Regulação de Leitos de UTI, órgão responsável pela distribuição de pacientes nas UTIs do DF.
Leia íntegra da matéria na edição desta terça-feira (30) do Jornal de Brasília