A UTI neonatal do Hospital Regional da Asa Sul continua fechada após a morte de 11 bebês somente entre outubro e novembro deste ano. Apenas nos dez primeiros dias de novembro, cinco recém nascidos faleceram. Nos últimos três meses foram registradas quinze mortes.
É o caso da mãe Adriele, estudante de 18 anos. Ela deu luz a trigêmeos prematuros e perdeu os rês filhos no hospital. A casa da morte foi infecção. A estudante chegou a chamar a atenção das enfermeiras em função da falta de higiene. A direção do hospital confirma a existência de duas bactérias, uma dela, variação da KPC. Além disso, o HRAS acredita que a superlotação e falhas na higienização podem ter causado a infecção.
Entenda o caso
Segundo informações do hospital, os bebês são em maioria recém-nascidos ou nasceram com alguma deficiência, o que os já torna mais sensíveis à infecções. O hospital afirma ainda que o quadro foi agravado pela irregularidade no abastecimento de material e na falta de pessoal para atender aos casos. A demanda também é maior do que a capacidade de atendimento do HRAS.
O diretor afirmou hoje que está restringido o atendimento de novos pacientes na UTI. Ainda de acordo com ele, faltam materiais como catéters, compressas, sondas de aspiração, dentre outros. A direção afirma que os materiais estão sendo gradativamente repostos.
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