Menu
Brasília

Usuários estão com o pé na lama

Arquivo Geral

07/08/2013 7h00

Passageiros que precisam usar micro-ônibus na expansão de Santa Maria estão sofrendo. São vários os problemas referentes ao transporte. Um deles é o não cumprimento de horário. “É sempre assim, quando a gente precisa não tem. Cadê esse ônibus? Tudo é ruim, eles sempre chegam atrasados e muitas vezes nem param onde eu preciso. O percurso deles é perigoso, muito ruim”, diz Iracilanis dos Santos, usuário do coletivo. 

 

Outra reclamação é que os ônibus saem do terminal com as luzes ligadas e ao fazerem o retorno, elas são desligadas. Segundo a população, a estratégia é usada pelos motoristas para não terem de pegar mais passageiros. Além disso, em vez de usarem a pista próxima às casas, onde há duas paradas de ônibus, eles passam pela rua de trás, sem iluminação, do lado do mato e do lixão. 

 

Leandro Montes de Oliveira, 15 anos, conta que fica indignado ao ver pessoas de idade e gestantes correndo para tentar pegar o ônibus que passa no lugar errado. “Às vezes as pessoas nem conseguem chegar a tempo. Sem contar que ninguém tem coragem de esperar o ônibus naquele escuro, do lado do lixão e do matagal, é perigoso. Lá não tem parada de ônibus, é perigoso. Tenho uma amiga que já passou por um aperto esperando lá, quase foi abusada. Já até falei com os motoristas e eles dizem que não passam aqui devido aos quebra-molas”, observa. 

 

A cena de pessoas correndo para pegar o micro-ônibus na outra rua é diária. Maria Aparecida Pinto mora em frente ao ponto de ônibus que sempre está vazio e confirma: os ônibus não passam onde deveriam. “Todo dia eu vejo a luta de alguém para chegar ao ônibus. Já aviso que é melhor ficar no meio, entre uma pista e outra, para dar tempo de correr, porque é muito difícil pararem desse lado e não dá tempo de correr. Muita gente já veio me dizer que foi reclamar com o motorista, mas não adianta”, completa. 

 

O outro lado da história

 

O cobrador de ônibus Jefferson Vieira diz que os motoristas não podem utilizar a pista próxima às casas e que não existem paradas de ônibus delimitadas. “Ali é uma pista residencial, os ônibus teriam que andar a 20 km/h, não dá”, observa. Ele conta que já pediram para a DFTrans colocar paradas na pista paralela.

 

Jefferspn também negou o fato de os ônibus andarem com as luzes desligadas. “Isso só acontece quando um ônibus, fora de seu horário, vai levar as pessoas exclusivamente para a expansão e por isso não tem a obrigação de parar para outros passageiros”, conta.  

 

Terminal

 

Jefferson Vieira, além de cobrador, também faz papel de fiscal e despachante no terminal de Santa Maria. Ele reclama das condições de trabalho do local. “Olha esse lugar: os banheiros estão imundos, se não trouxéssemos material de limpeza de casa estaria pior. A empresa que assumiu não colocou ninguém para limpar. Tem um vazamento de água e já faz 30 dias que chamamos a CAESB e nada”, reclama. 

 

Versão oficial


O DFTrans informa que a fiscalização vai apurar as irregularidades e se a denúncia proceder, a operadora será autuada. O órgão diz, ainda, que  os motoristas não podem trafegar com as luzes apagadas. Os usuários podem fazer reclamações pela Ouvidoria do órgão pelo telefone 162 ou no www.dftrans.df.gov.br.  

 
 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado