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Brasília

Unidades de saúde serão construídas para atender casos menos graves nas comunidades

Arquivo Geral

06/11/2008 0h00

O Distrito Federal poderá contar com novas unidades de saúde semelhantes às existentes no sistema de saúde de São Paulo, page com atendimento imediato de baixa e média complexidade. O anúncio foi feito pelo governador José Roberto Arruda, drug nesta quinta-feira (6), symptoms durante a solenidade de posse de 1.415 servidores da Secretaria de Saúde, no Teatro Nacional.

As unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), implantadas com sucesso na capital paulista, têm a função de ampliar o acesso de pacientes que necessitam de atendimento imediato de baixa e média complexidade. A idéia é que as unidades funcionem no DF nos mesmos moldes e formatos de São Paulo. “Espero que a gente possa viver um novo momento na área da saúde. Do jeito que está não está bom, é preciso mudar e vamos ter a coragem de mudar”, disse o governador.


De acordo com Arruda, a princípio serão construídas dez unidades de atendimento com prioridade para regiões como São Sebastião, Recanto das Emas e Ceilândia. “São pequenos centros de saúde, construídos de forma muito rápida. De tal maneira que a aquela injeção, um braço quebrado, a febre da criança e assuntos mais corriqueiros não precisem de pronto–socorros de hospitais”, explicou o governador.


Medidas para aliviar o atendimento
O governador anunciou ainda medidas para aliviar a demanda no Sistema de Saúde do Distrito Federal, sobrecarregado principalmente pela busca da população do Entorno pelos hospitais do DF. Uma delas é incorporar o Hospital Geriátrico do Núcleo Bandeirante à secretaria e transformá-lo em Hospital Regional. Outra medida é colocar em funcionamento o Hospital de Santa Maria com um novo modelo de gestão: a unidade seria gerenciada por uma empresa sem fins lucrativos, a exemplo do Hospital Sarah Kubtischek.


“Há uma demanda do Entorno que causa uma pressão muito forte nos nossos hospitais, mas há também a falência do modelo de gestão”, acredita o governador. Segundo ele a saúde melhorou na cidade de São Paulo porque 25 grandes hospitais passaram a ser geridos por organizações sociais sem fins lucrativos. “O custo sai mais barato do que custa um hospital tradicional”, afirmou o governador.


A liberação do funcionamento do Hospital de Santa Maria depende agora de um parecer favorável do Tribunal de Contas. “Esperamos que o Tribunal de Contas, na próxima terça-feira, tenha um parecer que nos libere a iniciar o funcionamento do Hospital de Santa Maria”, disse o secretário de Saúde, Augusto Carvalho.


Arruda pretende ainda se reunir com o governador do Goiás, Alcides Rodrigues, para tratar da aceleração das obras de construção dos hospitais de Santo Antônio do Descoberto e de Águas Lindas, em Goiás, o que ajudaria a desafogar a demanda no DF.

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