Em 2013 foram notificados 231 casos de pessoas com tuberculose no Distrito Federal. Para atender a essa demanda, a Secretaria de Saúde conta com 72 unidades especializadas como a Unidade Mista, localizada na Quadra 508/509 Sul, que é referência na área com mais de 773 casos atendidos de janeiro a outubro desse ano.
O Programa de Tuberculose da Unidade Mista atende, em média, 20 pacientes por dia proveniente de várias partes da capital, incluindo Entorno, que procuram o centro para o diagnóstico e tratamento da doença. A enfermeira responsável pelo programa, Ildinei Rui de Oliveira, relata que o atendimento é realizado por agenda aberta e que não possuí fila de espera. A população que necessitar do serviço pode procurar à unidade de segunda a sexta-feira das 7h ao 12h e das 13h às 18 horas.
“O acolhimento é realizado por uma enfermeira e por uma técnica de enfermagem. Pedimos os exames e quando o paciente estiver com tudo pronto é encaminhado para a consulta com o médico. Se o caso da pessoa for muito grave, é atendido imediatamente pelo clínico”, explica a enfermeira.
O comerciante João Souza, 55 anos, relata que está com tuberculose e faz o tratamento há seis meses na Unidade Mista. “Os primeiros sintomas que senti foram: dores no peito, tosse e emagrecimento. Quando cheguei à unidade fui muito bem atendido. Todo mês venho pegar os remédios, não pego fila e estou melhorando da doença. O tratamento é muito bom, indico para toda a população”, conta o comerciante.
Segundo a médica infectologista Denise Arakaki, a tuberculose é uma doença que afeta principalmente os pulmões e a laringe, mas que também pode ocorrer em outros órgãos do corpo como ossos, rins, olho e cérebro.
“As formas contagiosas da doença são apenas as que atingem os pulmões e a laringe. Nesses casos tratamos o paciente com comprimidos que deverão ser tomados durante seis meses. Quando a doença atinge o cérebro, o paciente é tratado por nove meses”, explica Denise.
Pacientes que iniciam o tratamento e abandonam antes de completarem os seis meses podem apresentar a doença novamente e de forma mais agravada. Os infectologistas orientam que o enfermo não descontinue o tratamento para não sofrer outros problemas de saúde.
Denise Arakaki também relata a transmissão ocorre apenas nos 15 primeiros dias. Familiares, amigos e pessoas que convivem com o paciente pelo menos 8 horas por dia durante esses 15 dias também deverão ser examinados pelo médico.
“Indicamos que as pessoas que apresentarem tosse há mais de três semanas sem causa aparente procurem atendimento na rede de saúde”, comenta.