
O clima é de deserto: quente e seco durante o dia, mas frio nas madrugadas. Assim começou agosto e os próximos dias não devem ser diferentes. Como de costume, atenção especial deve ser voltada à unidade do ar, que já preocupa.
Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Amilton Carvalho, a umidade mais baixa do ano foi registrada entre sexta-feira e sábado passados: 20%. Na segunda-feira anterior, chegou aos 23%. Para hoje, a previsão é de que varie entre 25% e 75%. “Do meio para o fim da semana, a partir de quarta-feira, a umidade tende a diminuir. O céu continua aberto e com nuvens claras”, explica Carvalho.
Estado de atenção
Desde a última quarta-feira, o DF encontra-se em estado de atenção, declarado pela Defesa Civil. Isso acontece em decorrência das altas temperaturas (durante o dia) aliadas ao índice de umidade do ar abaixo dos 30%.
Pelos padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é de 60%. A OMS recomenda a decretação do estado de atenção quando os índices ficam entre 20% e 30%, e no caso de ficarem ainda mais baixos, é recomendada a decretação do estado de emergência.
É preciso atentar-se para os cuidados necessários com a saúde, pois o corpo pode sofrer as consequências de uma respiração seca durante todo o dia. Alguns dos sinais da desidratação são boca ou olhos secos ou grudentos, diminuição de vontade de urinar, sangramento pelo nariz, tonturas, diminuição de suor, dor de cabeça, sonolência, fraqueza e aumento da frequencia cardíaca.
Sem sinais de chuva, o ar seco fica cada vez mais carregado com os poluentes, e a tendência é só piorar. Na madrugada de ontem pôde ser registrada a temperatura de apenas 8 ºC.