Dione Maycon
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Demorou, mas a seca chegou ao Distrito Federal. Por três horas na tarde de ontem, a umidade do ar caiu para a casa dos 17%, a mais baixa registrada este ano. Em 2011, para quem não se lembra, o índice mais baixo ficou em 10%, semelhante ao registrado em áreas de deserto. Por isso, o brasiliense deve ficar atento com sua hidratação e com os cuidados para fugir dos perigosos raios ultravioletas.
A Defesa Civil chama atenção para medidas de autoproteção como, por exemplo, umidificar o ambiente, evitar ligar o ar-condicionado, pois ele retém a umidade do ambiente, além de fazer refeições leves e ingerir bastante líquido.
Segundo o médico chefe da Unidade Pediátrica e especialista em atendimento a crianças do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Felipe Lacerda, o cuidado deve ser redobrado. “Crianças e idosos são as duas faixas etárias que têm a quantidade certa de líquido que precisam no corpo. A água é determinante. Qualquer variação provoca a falta no organismo”, alerta. Nas escolas, recomenda-se aos professores que as atividades ao sol sejam suspensas e manter as salas de aula com boa ventilação.
Neste período do ano, é comum ver atletas se refrescando nas duchas do Parque da Cidade, após um dia de treinamento. Segundo Juliano Rogério, 20 anos, que pratica vôlei de praia, é preciso tomar cuidado com a saúde nesses dias críticos. “Tem que beber muita água. Por dia, eu bebo oito litros. Outro cuidado que eu tomo é dar intervalos nas práticas de exercícios, ‘maneirar’ um pouco e respirar fundo” , recomenda o atleta, que conta se manter firme nos treinos, mesmo com a perda de ritmo.
A esportista Luciane Sá, 28 anos, se cerca de cuidados para não ter problemas. “Procuro me hidratar sempre, recomendo a todos que façam isso. Esporte é vida e hidratação é necessária”, diz.
No ano passado, em meio a um período quente e abafado, o DF registrou uma das menores faixas de umidade relativa do ar de sua história. Em agosto, o registro foi de 10%, com sensação térmica semlhante a do deserto do Saara, na África, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Sintomas
Um dos efeitos comuns para esta época do ano é a desidratação, que causa filas em hospitais e postos de saúde. Além disso, há pessoas que sofrem com sangramentos no nariz e dores de cabeça. Os efeitos são maiores para quem visita a capital e está acostumado com um clima mais ameno.
Os pacientes de hospitais podem apresentar também tosse, espirros, falta de ar, coriza e, em alguns casos, febre associada a quadros infecciosos. É importante hidratar os olhos com colírio e os lábios com manteiga de cacau.