A situação do interior do shopping Top Mall, que amanheceu em chamas ontem, ainda é desconhecida para os donos das lojas e funcionários. O centro comercial passou o dia interditado e ainda não está confirmada uma data para reabertura. O fogo começou por volta das 6h, na agência da Caixa Econômica Federal, que fica no primeiro andar. Não houve vítimas.
O prédio foi interditado pela Defesa Civil. “Existem muitos danos estruturais que indicam que não é possível o trânsito de pessoas. Agora, queremos saber a extensão dos danos. Precisamos saber se é somente no shopping ou se isso implica em riscos para as edificações vizinhas”, explica o subsecretário da pasta, coronel Sérgio Bezerra.
O major Luciano Guimarães, comandante da operação, diz que a ausência de janelas no prédio dificultou a ação. “O incêndio estava confinado no banco. O maior problema é que o prédio é uma caixa fechada de vidro, juntando uma concentração muito grande de fumaça. Tivemos que quebrar as vidraças para que a fumaça se dissipasse e evitar que o fogo fosse para os outros andares”, explica.
Interdição
A intensidade da fumaça demorou a diminuir e a Avenida Comercial Norte ficou interditada até o fim da tarde. Os comerciantes e moradores das proximidades tiveram suas rotinas alteradas pelo susto.
Júlio César Pereira, autônomo, morador do lado oposto da rua, diz que ficou receoso. “A gente acordou com a movimentação dos bombeiros, muitas viaturas, helicóptero e fumaça. Não sabíamos o que realmente estava acontecendo, qual a intensidade do fogo. Ficamos com muito medo de explosão”, diz.
Nascimento Vieria, dono de uma cafeteria no shopping, diz não saber de nada. “Estou aqui desde as 7h, ninguém me passou nenhuma informação. Eu não sei se a loja queimou ou não, mas fico preocupado”, desabafa.
Já Vinícius Eduardo, dono de um restaurante, está mais tranquilo, pois seu negócio fica no quarto andar. “Não adianta enlouquecer, pois não há como voltar atrás”, justificou.
Procurada pelo Jornal de Brasília, a administração do shopping não quis se pronunciar.
Mobilização de equipes
Em torno de 120 militares trabalharam na operação e 27 viaturas foram empregadas. Os dois hidrantes da rua estavam desobstruídos e funcionaram normalmente.
Hoje haverá uma reunião com os donos das lojas para esclarecer os detalhes sobre o problema.