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Brasília

Última homenagem ao brasileiro Felipe Guimarães,morto no Chile

Arquivo Geral

10/03/2012 7h11

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Familiares e amigos do engenheiro brasileiro Felipe Guimarães dos Santos, 28 anos, que morreu ao tentar escalar o vulcão Villarrica, no Chile, se reuniram na manhã de ontem na capela do cemitério Campo da Esperança para prestar as últimas homenagens ao jovem. Um vídeo com fotos do rapaz foi exibido durante o velório, que foi restrito a pessoas bem próximas do engenheiro. À tarde, o corpo foi levado para Valparaíso, onde foi feita a cremação. O resultado do primeiro laudo sobre a morte de Felipe indica que ele morreu de hipotermia (baixa temperatura do corpo).

 

Segundo Adolfo Melo dos Santos, que é tio de Felipe, o primeiro laudo aponta que o engenheiro morreu por causa da baixa temperatura corporal provocada pela exposição ao frio. Mas um novo laudo, com informações complementares sobre a causa da morte, ainda está sendo elaborado. “A princípio temos a informação de que a morte aconteceu por hipotermia. Mas iremos aguardar os próximos laudos” afirma.

 

Felipe desapareceu no último dia 1º, quando fazia uma excursão ao vulcão Villarrica, acompanhado por um grupo e instrutores. O engenheiro, de 28 anos, teria escorregado e caído em uma fenda, na região do vulcão, de cerca de seis metros de profundidade. O corpo só foi encontrado dois dias depois. Apesar dos pais morarem  em Brasília, ele morava em Macaé (RJ), onde trabalhava como engenheiro na Petrobras.

 

Investigação

A polícia chilena abriu inquérito para apurar se houve negligência dos guias ou descuido por parte de Felipe. “Estamos acompanhando a investigação que está sendo feita no Chile. Só vamos falar depois que isso for concluído”, disse o tio do engenheiro. Durante todo o velório, os pais evitaram falar com a imprensa.

 

A empresa de viagens que organizou o passeio disse que segue todas as normas de segurança. Informa também que os turistas usavam equipamentos de proteção, como capacete, grampões, para fixar as botas de neve, e piolet, aparelho utilizado em escaladas em montanha que serve para frear na descida.

 

Na semana passada, depois da confirmação da morte do engenheiro, os pais dele o descreveram como um apaixonado por aventura e que tinha como objetivo nessas férias escalar o vulcão.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado (10) do Jornal de Brasília.

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