Freddy Charlson
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Aquela fila no Eixinho, na altura da 206 Norte, chamava a atenção. Um a um, carros iam parando e enfrentando uma espera que chegava a mais de três horas. O esforço, porém, diziam os motoristas, valia à pena. Não à toa. Com a gasolina a R$ 2,96, o litro, pagar R$ 1,87 era de deixar qualquer um feliz da vida.
Por isso, o Posto Jarjour estava tão cheio. A iniciativa de vender a gasolina sem impostos, a um valor 40% mais barato partiu da Câmara de Dirigentes Lojistas Jovem do DF, que promoveu a 4ª edição do Dia da Liberdade de Impostos.
Animados, os brasilienses – que já pagaram, em média, R$ 1.167 de impostos este ano, conforme divulgou o Jornal de Brasília na edição de ontem – esperavam tranquilos. No local, uma placa dizia que R$ 0,71 do preço do litro vai para pagamento de impostos distritais e ICMS, e que R$ 0,38 é de impostos federais mais Cide/Confins. Ou seja, do valor de R$ 2,96 cobrado pelo litro, R$ 1,09 é gasto com impostos.
Brincadeira
E foi por achar uma “brincadeira de mau gosto” o preço da gasolina que a empresária Conceição Rioja, 35 anos, ficou 3h23 na fila para abastecer seu Toyota Corolla com 20 litros – o máximo permitido pela campanha. “Vim em 2012, este ano e voltarei em 2014. É um absurdo o que a gente paga de imposto neste País”, reclamou a mulher. “Ah, coloque aí que a gente quer abastecer com 30 litros”, disse. Está colocado, Conceição, está colocado.