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Brasília

Tribunal do Júri de Ceilândia condena marido que matou esposa

Arquivo Geral

12/11/2010 18h59

O réu Charles Bianco de Magalhães, acusado de matar a companheira Erika Cristina Santos, com um tiro na cabeça, foi condenado a 18 anos e cinco meses de reclusão em regime inicialmente fechado e 40 dias-multa, calculados à base de 1/30 do salário mínimo por dia.
Charles deverá cumprir 16 anos de reclusão pelo homicídio e mais dois anos e cinco meses, além da multa, por porte ilegal de arma de fogo, mas poderá recorrer em liberdade. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, 11/11, no Tribunal do Júri da Circunscrição de Ceilândia.

O crime teria acontecido às oito da noite do dia 20 de agosto de 2009, na QNP 27, em Ceilândia, quando Érika estava na cozinha de casa, de frente para o fogão, preparando o jantar do marido. Ela foi baleada na cabeça por um disparo proveniente de arma que Charles, seu companheiro há quase cinco anos e pai de sua filha, havia adquirido ilegalmente, meses antes.

A defesa sustentou a tese de um disparo acidental, conforme declaração do acusado em interrogatório, mas o Conselho de Sentença acatou a qualificadora defendida pela acusação do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois Érika foi atingida pelas costas enquanto cozinhava. As provas produzidas não foram suficientes para esclarecer o motivo do crime.

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