Gabriela Coelho
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Um homem foi encontrado morto na DF-205 após um suposto sequestro, em Sobradinho II. O empresário P.A.S., 43 anos, foi pego no trabalho e assassinado horas depois. Segundo a polícia ainda há muito mistério no caso. De acordo com o delegado-chefe da 16ª DP, Aélio Caracelli, por conta disso, há várias linhas de investigação. “Há a hipótese de crime de homicídio, latrocínio ou crime passional. Apenas dois celulares foram roubados e outros pertences da vítima não foram levados”, diz.
Segundo a polícia, P.A.S. tinha passagens por formação de quadrilha, receptação e, recentemente, pela Lei Maria da Penha. “Ele foi enquadrado na Maria da Penha por agressão a atual mulher dele”, explicou o delegado. Ainda segundo Caracelli, a polícia já tem alguns nomes de suspeitos. “Vamos colher depoimentos até o fim da semana e já estamos atrás de suspeitos, por meio de apelidos que eles usam”, afirma o delegado. A polícia não soube informar se a vítima estava em prisão domiciliar.
De acordo com o irmão da vítima, o motorista N.P.S., 53 anos, P.A.S. era dono de uma empresa de vulcanização e prestava serviços para empresas de cimento. “Alguns parentes nossos já haviam contado que ele estava recebendo ameaças há vários dias, mas ele era uma pessoa reservada, não comentava muito sobre o assunto”, afirma N.P.S., que fez aniversário no dia da morte do irmão.
De acordo com agentes da 16ª DP, por volta das 9h de ontem, uma pessoa próxima ao empresário recebeu uma ligação do número de telefone da vítima em que era possível escutá-lo pedindo para não ser morto. A pessoa foi à 16ª DP, onde registrou queixa de desaparecimento, quando foram iniciadas então as buscas pela vítima.
O corpo foi encontrado pelo mecânico J.A.P., 56 anos, que passava pelo local. “Achei estranho o carro parado, mas quando cheguei mais perto, vi o corpo caído no chão ensanguentado ao lado do veículo”, disse J.A.P., que acionou a polícia.
Uma testemunha contou à polícia que, pouco antes do crime, teria visto o carro da vítima sendo seguido por outro veículo, de cor escura. Minutos depois, foram ouvidos os disparos. P.A.S. morava no Riacho Fundo, era casado e tinha dois filhos.
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