Luís Augusto Gomes
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Na véspera do Dia de Luta Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, três homens foram presos pela polícia. Os casos ocorreram em São Sebastião, no Recanto das Emas e em Águas Lindas, na Região Metropolitana do Distrito Federal. Entre os presos há um pastor, um estudante universitário e um desempregado. As vítimas são dois meninos, três meninas, duas delas irmãs, e uma adolescente grávida de dois meses.
Todos os casos são considerados graves. Porém, o mais violento foi o suposto abuso praticado pelo pastor, enfermeiro e estudante de Psicologia J.R.G., de 36 anos. As provas contra ele não deixaram dúvidas para os investigadores da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Ele teria violentado três meninas e um garoto de cinco anos.
Apreensões
Os abusos do pastor ocorriam no imóvel onde funcionava a igreja, na Quadra 38, Setor II, em Águas Lindas, e onde ele morava. No endereço, a polícia apreendeu fotografias de adolescentes sem roupa, um computador com navegação em sites pornográficos, 200 vídeos e revistas infantis.
O pastor foi preso em uma universidade na Asa Sul, onde cursa Psicologia. A polícia identificou o suspeito depois da denúncia do pai de um menino que frequentava a igreja e reclamou dos abusos . O pai comentou a violência com uma vizinha. A mulher afirmou que suas duas filhas e uma sobrinha teriam feito a mesma reclamação, há seis anos.
A vizinha contou ao pai do menino que não havia denunciado o caso por sentir vergonha. Ela temia que por J.R.G. ser pastor as pessoas poderiam não acreditar. O pai reuniu os responsáveis pelas vítimas e juntos denunciaram o caso na DPCA há dois meses. Segundo a psicóloga Márcia Schreiner, da Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (PróVítima), algumas famílias não denunciam por causas morais, outras por questões sociais, do constrangimento que envolve a situação e para preservar os filhos. Ele foi preso por mandado de busca e apreensão.