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Brasília

Três detidos por suspeita de vender produtos do Flamengo falsificados

Arquivo Geral

19/08/2013 8h23

Uma operação realizada com o objetivo de coibir a venda de materiais esportivos em área pública sem autorização conseguiu apreender 336 peças de roupas e bandeiras de times ao redor do estádio Mané Garrincha, nesse domingo (18). Três suspeitos de comercializar materiais falsificados acabaram detidos.

 

“Eles vendiam mercadorias com o escudo do Flamengo, mas nenhuma delas tinha informação de procedência, o que gerou a suspeita de se tratava de material pirata”, diz o subsecretário de Operações da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops), Carlos Alencar.

 

O clube carioca foi o primeiro a registrar um pedido formal na Seops para que o órgão realize operações com o objetivo de proteger suas marcas. Os três acusados foram encaminhados à Delegacia de Combate aos Crimes Contra Propriedade Imaterial (DCPim).

 

Eles foram liberados depois de prestar depoimento e assinar um auto de apreensão de mercadorias.Entre os 92 materiais recolhidos com os suspeitos havia faixas, bandanas, bandeiras e chapéus.

 

Tudo será enviado para perícia com o objetivo de comprovar a falsificação, o que poderá gerar a autuação dos acusados com base na Lei de Proteção à Propriedade Industrial, que prevê pena de três meses a um ano de prisão, ou multa.

 

A fiscalização da Seops recolheu ainda outras 58 mercadorias com as marcas do Flamengo, como camisas, faixas e pulseiras.Desta vez, no entanto, ninguém foi detido porque os ambulantes fugiram quando perceberam a chegada dos agentes.

 

Os produtos abandonados foram levados ao depósito da Agência de Fiscalização (Agefis) e, caso não sejam piratas, poderão ser devolvidos em até 30 dias com a apresentação de nota fiscal e o pagamento de multa.

 

Venda não autorizada

 

Também foram encaminhados ao depósito da Agefis e poderão ser recuperadas as 186 mercadorias com os escudos do Corinthians, do Vasco e do São Paulo apreendidas na operação da Seops.Elas foram recolhidas não por suspeita de falsificação, mas pela venda em área pública sem autorização.

 

“Quando não há o registro formal de um pedido de fiscalização podemos apenas aplicar a sanção administrativa, que é a apreensão do produto. Caso esses clubes formalizem uma representação, como fez o Flamengo, teremos condições legais de conduzir o responsável à delegacia para que este responda também criminalmente”, explica o subsecretário Carlos Alencar.

 

Outras operações

 

Esta é a terceira operação realizada com o objetivo de recolher mercadorias esportivas falsificadas.A última havia ocorrido na quarta-feira (7), dia do jogo entre Flamengo e Portuguesa no estádio Mané Garrincha pelo Campeonato Brasileiro.

 

Na ocasião, 300 artigos foram recolhidos e quatro pessoas acabaram detidas.Cinco dias antes, na primeira operação com o mesmo objetivo, 607 mercadorias foram recolhidas nas imediações da arena na véspera do jogo entre Flamengo e Atlético-MG.

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