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Brasília

Transporte público: Autuações somam 36 mil

Arquivo Geral

10/11/2010 7h47

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Motoristas e empresas de ônibus do Distrito Federal receberam, de 2008 até hoje,  aproximadamente 36 mil autuações, de acordo com a Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). Deste total, cerca de 15 mil são pela condição inadequada dos veículos, como pneu careca, problemas elétricos, extintor de incêndio vazio ou vencido, estofado solto etc. Outras 14 mil são pela não-realização de viagens. O restante fica por conta de infrações de trânsito e autuações de motivos diversos. O montante da dívida impressiona: R$ 20 milhões neste período, dos quais foram pagos apenas R$ 3.780. Lúcio Lima, diretor do Sindicato dos Rodoviários do DF, conta que recebe de 80 a cem motoristas, todos os meses, para a formulação de  recursos contra as multas recebidas.

 

Pelo menos 70% das multas aplicadas a motoristas são por  avanço do  sinal vermelho. Entre os locais mais críticos estão os semáforos em frente ao Pátio Brasil, na W3 Sul, ao Palácio do Buriti, no Eixo Monumental, e na entrada da Comercial Sul de Taguatinga. “Nesses locais a parada de ônibus é muito próxima ao sinal. Quando o motorista vai fazer a manobra de saída da baia, o semáforo vai rapidamente de verde ao vermelho, sem que o motorista perceba. Isso devido ao tamanho do veículo, pois, na maioria das vezes, ele já passou o sinal, mas a traseira ainda não e fica impossível ver se o semáforo mudou”, explica.

 

Essa também é a explicação de Idelvane de Oliveira, 37 anos, motorista de ônibus há dois anos e meio. Ele já circulou com mais de 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o máximo permitido pela legislação de trânsito. Ele achou melhor esperar os três meses que faltavam para uma das multas prescrever e voltar aos 14 pontos.

 

“Depois disso, pedi para ser transferido para outra linha. Trabalhei um ano na W3 e lá tem muitos sinais. É o inferno dos motoristas de ônibus”, desabafa. Ele explica que, na  maioria das vezes, precisa escolher entre frear bruscamente, com a possibilidade de machucar um dos passageiros, ou ser multado pelo pardal eletrônico. “Prefiro pagar a multa e não machucar ninguém.”

 

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (10) do Jornal de Brasília

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