Carlos Carone
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Sexo, drogas e muita música funk. Festas regadas a cocaína, que varam as noites de Ceilândia, são organizadas por criminosos que faturam alto com o tráfico. Próximas ao Condomínio Privê, casas ficam lotadas de jovens, muitas vezes adolescentes que, sob o efeito de drogas, participam de uma espécie de “teste sexual”. Vence a menina que apresentar a maior desenvoltura perante a multidão que observa.
As festas foram alvo de investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. Agentes da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) passaram semanas infiltrados e registraram, por meio de equipamentos de filmagem, toda a organização que antecede aos encontros e os atos sexuais coletivos, que encerram a madrugada em Ceilândia.
Geralmente, a comemoração ocorre aos domingos, em casas espaçosas alugadas para a realização de convenções. Dezenas de carros importados – de acordo com o levantamento policial, pertencem a comerciantes e feirantes da cidade – estacionam na entrada das casas. A festa começa ainda na rua.
Grupos de homens e mulheres se reúnem em volta dos veículos. Sem qualquer preocupação, grandes quantidades de cocaína são dispostas em longas fileiras sobre o capô dos veículos. Segurando latas de cerveja, usuários se revezam na parte dianteira para consumir a droga. Policiais conseguiram flagrar, com detalhes, o consumo do entorpecente nas primeiras horas de festa.
As imagens, obtidas com exclusividade pelo Jornal de Brasília, mostram cinco, às vezes seis, carreiras de cocaína sendo consumidas simultaneamente pelos viciados. Tranquilas e encostadas em outros carros, pessoas que participam dos eventos também consomem cigarros de maconha. As festas faziam jus ao nome. Além dos domingos, outras duas eram realizadas durante a semana. A primeira tinha como nome Segunda da Bagaceira e a outra, feitas às quintas-feiras, fazia menção à prática de sexo, com o nome Quintas intenções.
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