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Brasília

Técnicos do GDF avaliam voçorocas em Alexânia (GO)

Visita técnica usou drones para mapear erosões que ameaçam áreas urbanas e estradas na cidade goiana

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 16h07

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A obra conta com um investimento de R$ 6,3 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF) e cerca de 50 profissionais atuando na execução | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Técnicos da Secretaria do Entorno (Seent-DF) realizaram, nesta terça-feira (14), uma visita técnica a Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, para avaliar voçorocas — grandes erosões que representam recorrentes ameaças a estradas e áreas urbanas.

A iniciativa visou orientar a Defesa Civil municipal na formação de sua equipe e abrir tratativas para um curso de capacitação, a ser ministrado pela Seent-DF com instrutores da Defesa Civil do DF e colaboradores da secretaria. A ação contou com a colaboração da prefeitura de Alexânia, e foram visitados cinco pontos críticos de voçorocas, com o uso de drones para captar imagens aéreas detalhadas e coletar informações.

O prefeito de Alexânia, Warley Gouveia, decretou situação de emergência na segunda-feira (13), por meio de publicação oficial. De acordo com o assessor especial da secretaria, Luiz Carlos Ribeiro, com base no material coletado, a Seent-DF prestará apoio técnico para subsidiar um pedido de situação de emergência do município junto ao Ministério da Integração Nacional e à Defesa Civil Nacional. A vistoria também contou com a participação do vice-prefeito Antônio Naldim Magalhães e outros representantes da prefeitura.

De acordo com a Defesa Civil, as voçorocas são agravadas pela impermeabilização excessiva do solo com calçadas e asfalto, que impede a infiltração natural da água e acelera o escoamento superficial. A falta de infraestrutura para captação de águas pluviais permite o acúmulo descontrolado durante chuvas intensas. Além disso, o desmatamento às margens de rios e riachos provoca assoreamento e destruição do solo circundante. A ocupação desordenada de terrenos expõe áreas frágeis sem planejamento adequado, e o solo típico do Cerrado, naturalmente propenso a erosões, degrada-se rapidamente quando a vegetação nativa é removida.

*Com informações da Secretararia do Entorno

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