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Brasília

Técnica de armazenagem prolonga a validade das doações de alimentos

Arquivo Geral

21/07/2012 8h14

Vinicius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Um projeto de doação de alimentos propõe técnicas de armazenagem que  ampliam em até três vezes a validade de alimentos como arroz e feijão. Em busca de evitar que pragas ou insetos destruam o alimento antes que seja consumido, fiéis da Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias no Brasil estão replicando o método, e pretendem coletar 400 toneladas para destinar a entidades filantrópicas.

 

A técnica é simples:  os alimentos são colocados dentro de garrafas pet com dentes de alho. Para o diretor financeiro do Abrigo de Excepcionais de Ceilândia, Célio Nicolau dos Santos, a perda de algumas doações feitas à entidade que atende 65 pessoas é um problema há muitos anos. “É uma pena, mas já vi até 30 quilos de alimentos serem jogados fora por estarem muito perto da validade, ou mesmo acabarem atacados por insetos na dispensa”, afirma.

 

 O abrigo é uma das entidades que devem ser beneficiadas pelo projeto Mãos que Ajudam, realizado pelos membros da  igreja. No DF, a expectativa  da organização do projeto é de coletar até nove toneladas, que serão entregues no próximo dia 28 de julho, quando serão ministradas oficinas para orientar a técnica de armazenagem. O arroz e o feijão serão distribuídos para outras três entidades de serviço social.

 

 

De acordo com a diretora de assuntos públicos do projeto  no DF, Suemy Freitas, as contaminações por gorgulhos, carunchos ou ácaros  chegam a destruir de 20% a 30% das produções de cereais no mundo. Ela é nutricionista e coordenadora das oficinas. Para Suemy, o método desenvolvido por engenheiros de alimentos que fazem parte da igreja é de fácil aplicação, mas requer cuidados. “A armazenagem é feita com arroz e feijão de boa qualidade e instruímos as pessoas  a fazer o trabalho com cuidado para garantir a efetividade. As garrafas pet evitam que insetos como o caruncho, um dos mais destrutíveis para estes alimentos, chegue ao produto. E com o alho, que tem propriedades bactericidas, associado ao alimento cru e vedado na garrafa, evita contaminações”, afirmou.

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