O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) encontrou indícios de irregularidades no repasse de verbas do DFTRANS (Transporte Urbano do Distrito Federal) à empresa Fácil – Brasília Transporte Integrado. Segundo levantamento feito pelo tribunal, a Fácil recebeu em 2010, até o mês de maio, mais de R$ 32 milhões do governo, valor que não teve o seu destino esclarecido pela empresa.
Na época dos repasses, a Fácil era responsável pela concessão de passes estudantis, função exercida hoje pelo DFTRANS. O atual diretor-geral do órgão, Marco Antonio Campanella, informou que desde que Agnelo Queiroz assumiu o governo a gestão dos passes estudantis passou a ser feita pelo governo. A mudança aconteceu pelo entendimento de que a coordenação e fiscalização dos benefícios devem ser feitas pelo Estado. Campanella reforçou que, desde então, foram bloqueados mais de 17 mil cartões e a concessão do benefício está mais rigorosa. As medidas foram tomadas para evitar fraudes.
O TCDF determinou a instauração de uma Tomada de Contas Especial para apurar possíveis prejuízos ao patrimônio público. A investigação será feita pela Secretaria da Transparência.