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Brasília

Tatuagens ajudam a identificar cadáver esquartejado

Arquivo Geral

06/03/2012 7h05

Foi identificado o homem que teve o corpo esquartejado em três partes, acondicionado em sacos plásticos e jogado próximo à Embaixada do Líbano, na Quadra 805 Sul. E.M.C., de 25 anos, era morador de Planaltina e tinha pelo menos duas passagens criminais por furto e corrupção de menores. Ele estava em liberdade provisória quando foi morto. O corpo foi encontrado no domingo, por policiais militares, após uma denúncia anônima feita à Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade).

 

De acordo com as investigações da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), a identificação do corpo também foi facilitada por duas tatuagens que E.M.C. tinha nos dois braços. “Eram tatuagens feitas de forma precária que representavam dois animais, um em cada braço. Com certeza a identificação do corpo irá facilitar a apuração sobre a motivação do crime”, explicou o delegado-chefe, Ânderson Espíndola.

 

As partes do corpo foram levadas para o Instituto Médico-Legal (IML) e serão submetidos a uma série de exames, como o de entomologia forense, conforme adiantou o Jornal de Brasília na edição de ontem. O exame é feito a partir da análise dos insetos encontrados nas partes do cadáver. “Esse laudo é importante para identificar o tempo exato em que a vítima foi morta e se o corpo foi removido do lugar alguma vez”, explicou o delegado Espíndola.

 

Com a identificação do corpo, os investigadores irão intimar familiares e amigos próximos da vítima para prestar depoimento. O principal alvo é encontrar possíveis desafetos e saber se E.M.C. tinha algum tipo de envolvimento com o tráfico de drogas ou se mantinha algum tipo de dívida com alguém. A polícia acredita que a morte violenta tenha sido motivada por algum tipo de acerto de contas ou vingança.
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O delegado Espíndola destacou que o local onde o corpo foi encontrado, perto das embaixadas, considerado ermo e com pouco trânsito de pedestres, dificulta a possibilidade de que alguém tenha testemunhado a presença de pessoas suspeitas deixando os sacos plásticos no local. O cadáver estava cortado na altura da cintura e nos joelhos.

 

Pelo local em que os sacos foram deixados, os policiais civis não poderão contar com a ajuda de câmeras de circuito interno de segurança que existem nas embaixadas próximas. Nenhuma delas fica posicionada para o ângulo em que os sacos com as partes do corpo foram deixadas.

 

Material genético também foi colhido dos sacos plásticos para tentar identificar pedaços de unhas ou de fios de cabelo de possíveis suspeitos  e assim apontar a materialidade do crime.

 

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (06) do Jornal de Brasília.

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